quarta-feira, agosto 31, 2016

detestaria estar no lugar de quem me venceu

Foi um ano em que escrevi incontáveis textos. Alguns publicados em outra plataforma, outros jamais publicados, mas que eu gosto de ter guardado aqui pra reler lá na frente. De 2014 pra cá (poderia citar 2013, mas foi em 2014 mesmo) deixei de seguir vários amigos. Revirei olhos como nunca antes em vários grupos, em várias conversas ao vivo. Eu que sempre gostei de um bom debate. Trocar ideias etc. Acho mesmo que é um dos momentos cruciais da história em que todo mundo se posiciona e não dá pra dialogar. Fico a pensar se o que sempre deu a liga antes eram os isentões. Hoje com todo mundo escolhendo o seu lado, a batalha é inevitável. Inicialmente pensei que lástima perder a possibilidade do diálogo. Hoje dou de ombros. Exausta e enojada de quem aplaude isso aí. Deleto mesmo. Meu mantra.

Tenho pensado muito em 2018. Feito análises dos cenários. Se chegarmos lá, claro. Dois fortes candidatos emergem. Um é considerado carta fora do baralho por muitos. Coitado de quem acha isso. Outra vem mais forte do que nunca. Será um embate. Então eu volto pro início, em como esse governante eleito, após um golpe parlamentar dois anos antes, irá lidar com um congresso corrupto. Mais desânimo ainda. Não vejo luz, mas também não deixarei de lutar. Descobri que a luta é muito mais por consciência do que pela possibilidade de melhora. Nem sempre o curso da história nos acalma.

Fico com as palavras do Darcy Ribeiro, que foram um acalento nesses dois anos: "Os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu".

Repetindo. Eu não deixarei de lutar. Apesar deles, amanhã há de ser outro dia. E escrevam. Desmantelados, emergiremos mais fortes.

Um comentário :

Unknown disse...

venho aqui desde jiboia city te acompanhar em momentos dificeis na minha vida e mana, posso te dizer que pelo menos você, nunca me decepciona.