quinta-feira, junho 23, 2016

mais uma lacuna

Penso não ser fácil gostar dos meus seriados preferidos. Não que não sejam bons, não é isso. É que todas as narrativas começam menores, mas a paixão é despertada em segundos. Não sei explicar.

Tem esses dois seriados, Fringe e Person of interest, que mexeram tanto comigo que eu nem saberia por onde começar. Fringe segue sendo uma lacuna enorme, me apaixonei por Walter Bishop no primeiro segundo e por ele basicamente aguentei as duas primeiras temporadas. Gosto demais da minha relação com a Olivia. Do julgamento equivocado que fiz e de como ela me conquistou aos poucos.

Person of interest acabou essa semana e será outra lacuna. Fomos brindados com 6 personagens maravilhosos. Amei Finch com a missão de tornar o mundo melhor, ele extraía o melhor de todo mundo ali. Amei Reese e a sua eterna submissão diante de todos, o sacrifício diário como destino. Amei Carter sendo a idealização do que devemos ser como seres humanos, e sofri como poucas vezes sofri uma perda em um seriado. Amei Fusco e a guinada que ele deu, de policial corrupto a policial honesto, ele credita Reese, eu credito Carter. Amei Shaw e sua sociopatia, sua incapacidade de se importar, que fez com que ela aguentasse as maiores torturas psicológicas nas mãos dos inimigos, foi um imenso prazer te assistir e eu chorava todas as vezes por você. E, por fim, amei Root, que nos relembrou a maior questão de Fringe: a absolvição. A máquina foi capaz de mudá-la e eu passei longos períodos martelando, como rancorosa que sou, "ela torturou Finch", quando até ele tinha esquecido. Root foi de todos a última a me conquistar, gosto de saber que as pessoas podem mudar e merecem uma segunda chance, embora não aplique na minha vida. Prova de que tenho a aprender muito com seriados.

A parte da máquina falando sobre a memória no momento da morte é super parecido com algo que acredito. Foi a isso que me apeguei quando minha vó morreu. Ser ateu diante da morte de pessoas amadas é conviver com uma dor além: a de saber não existir nada depois. Veja bem, a dor da morte é igual para todos. A diferença é que dentro do luto, para a maioria das pessoas, existe uma esperança. O reencontro com o ente querido. Essa esperança o ateu não tem e na hora da morte é bem complicado processar. Então, na época eu foquei em lembrar os momentos com ela, todo o aprendizado, pensando agora ela era meio Shaw, não chorava por nada, era fria demais, mas foi uma avó maravilhosa e me tratava como neta favorita diante dos quase 30 netos que tinha. A máquina fala sobre viver além na memória de quem fica. É exatamente nisso que acredito.

Obrigada por tudo, Carter, Root, Finch, Reese, Fusco e Shaw.

4 comentários :

bataelo disse...

Olha isso: https://psychrophile.tumblr.com/post/147345860519

<3

Patricia C. disse...

Bataelo, muito obrigada por esse link. eu não tinha visto e até chorei aqui.

Wesley Lacerda disse...

Queria muito começar (e assistir até o fim) a assistir um seriado.
O chato é que não tenho paciência. Eu começo e deixo de lado antes da 1 temporada acabar.
Só consigo assistir os antigos (que são meus favoritos).

Wesley Lacerda disse...

Queria muito começar (e assistir até o fim) a assistir um seriado.
O chato é que não tenho paciência. Eu começo e deixo de lado antes da 1 temporada acabar.
Só consigo assistir os antigos (que são meus favoritos).