quinta-feira, novembro 12, 2015

quem nunca


Uma evidentemente é a defesa do Pedro Paulo que se baseia no "Quem não exagera numa discussão?". Ele socou, chutou e enforcou a mulher. Quem não exagera numa discussão não é mesmo? Quem não perde a cabeça e sai por aí espancando os outros? Quem nunca? Não sei como são as pessoas do convívio do Pedro, mas eu? Eu nunca.

A outra questão é a ex mulher (a agredida), Alexandra, sair em defesa dele. Acho que a coisa mais importante que o feminismo me ensinou foi perceber como um sistema abominável age, em sua essência, como um vírus. Faz, de fato, o oprimido muitas vezes defender o opressor. Já conheci negros que diziam não haver "esse racismo todo", conheço gays que são contra gays se beijando em público e conheço uma penca de mulheres que não enxergam machismo em nossa sociedade. Meu dedo apontado nunca será para o oprimido. Meu objetivo é que homens como Pedro Paulo JAMAIS consigam lugares de poder dentro da sociedade.

3 comentários :

Amanda Tracera disse...

Algumas meninas estavam discutindo exatamente isso hoje na minha faculdade. Falaram, e eu concordei: não importa se o cara se arrependeu, eu não voto em quem não respeita mulher, não voto em quem bate em mulher, não aceito que o meu candidato tenha um BO com o nome dele.

Gente, não é nem difícil de entender. Se o cara abusa do pouco poder que tem (sendo homem) e faz uma merda desse tamanho todo, vocês vão colocar ele pra mandar? Dar mais poder? Parem, né.

Anônimo disse...

Goleiro Bruno disse a mesma coisa.

anacamina disse...

EXATAMENTE isso! :D