quinta-feira, setembro 25, 2014

¯\_(ツ)_/¯

Tava contando outro dia no twitter que eu amo estudar na uerj, mas é triste conviver com o sistema da idade das pedras na hora de alterar alguma disciplina. Na Ufrj, por exemplo, é tudo online. Na Uerj, a inscrição é online, super beleza, mas a alteração é feita na secretaria somente pelo funcionário. E não para por aí.

O mais bizarro é que algumas turmas têm tipo 40 vagas e 50 inscritos. Daí esses 10 que sobram precisam passar por uma via crucis que inclui:
1) Ser recusado na matéria por falta de vaga
2) Ter que implorar pro professor abrir vaga na turma
3) Caso o professor aceite, ele vai na secretaria na hora e quando ele quiser abrir as tais vagas
4) Aluno precisa adivinhar esse momento numa mesa branca espírita e correr pra secretaria tentar a inscrição.

Ou seja, a vaga só abre quando o professor senta com o funcionário da secretaria e fala "vamos abrir 10 vagas, pois não aguento mais esses maconheiros no meu pé".

E essas vagas não são nominais. O professor não pode escolher o aluno. Abriu a vaga, elas ficam ali pra qualquer um que entrar primeiro na secretaria.

Resultado. O prazo de alteração e reinscrição de matérias dura uma semana  e rola cenas bizarras do naipe o aluno ir TODOS OS DIAS NA SECRETARIA enfrentar fila pra tentar uma vaguinha.

Enfim. Tudo isso apenas para contar meu dia de hoje.


Eu tive um conflito com uma matéria e precisava trocar. Munida de várias alternativas, fui na secretaria hoje. No momento em que entrei, vi um professor fodão, que teve 65 inscritos pruma turma de 40 vagas, saindo da secretaria e pensei: ele acabou de abrir vagas. Eu nem estava inscrita na matéria dele, mas decidi ali tentar, pois eu consertaria o conflito na minha grade de boa.

Não deu outra. Consegui vaga na turma mais concorrida do período, que nem era minha turma preferencial e que eu nem estava inscrita de primeira. Saí de lá animadíssima contando pra deus e o mundo o meu feito. Eis que uma menina aleatória no corredor vira diz.

- Poxa, eu me inscrevi, mas fiquei sem a vaga. Fui lá agora e não tinha mais. Você roubou a minha vaga.

Essa é a Uerj, amigos. A vida é dura.

6 comentários :

Anônimo disse...

No meu estado é do mesmo jeito, e era a federal... a estadual é ainda pior, não sei como conseguem, mas é o que se diz...

Milena F. disse...

Seu post me fez lembrar de um ocorrido bizarro. Imagine, grávida, sem plano de saúde e pagando consulta particular quando me dei conta que não teria como pagar o parto e me dei conta que seria pelo SUS. O que eu fiz? Fui fazer as ultimas consultas de pré natal no posto perto de casa porque facilitaria no hora do parto. Chego eu toda bela e magra (leia gorda, barriguda e inchada) no posto e pego uma senha para consulta. Enquanto aguardo percebo mãe e filha me encarando. Tipo olhando feio meesmo. Quando por culpa das estrelas (haha) fico perto delas e mãe começa... "Porque é difícil viu? A pessoa vem pra roubar a vaga da minha filha. É um absurdo! Grávida tem que vir no dia que tá marcada. Agora minha filha não vai poder passar pelo médico! Blá blá blá!"
Aí me dei conta que era pra mim toda aquela ladainha sobre a filhinha dela, e vou te contar, a mocinha indefesa nem grávida tava viu. Kkkk

Melina F. disse...

ufba é bem assim também ):

Melina F. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
David disse...

Nos meus tempos de UFRJ, um hábito que desenvolvi lá foi sempre andar com uma AGF na mochila. AGF é o seguinte: é um documento que permite que, uma vez assinado pelo professor, você altere sua nota no sistema (caso ela esteja errada), assim como, comprova sua inclusão naquela disciplina.

Exemplo: você não conseguiu se inscrever na matéria por conta de algum problema no sistema ou qualquer outro motivo. Daí, você cursa a matéria normalmente e, no final do curso, desenrola com o professor para ele lançar sua nota nesse documento e assinar. Uma vez feito isso, é só você ir na secretaria e entregar a AGF assinada que sua nota será incluída no seu histórico. Cansei de fazer matérias assim lá, obviamente, a gente tem que depender da boa vontade dos funcionários da secretaria para inserirem sua nota no sistema sem demorar séculos.

Isa disse...

Primeiro dia de SAID eu chegava seis horas da manhã na secretaria e quase acampava na fila. Tinha uma época que você tinha que fazer uma carta atras do papel de SAID dizendo porque precisava da vaga e depois tinha uma entrevista com o Coordenador do Curso pra ele analisar se vc merecia ou não... Mesmo assim, SDDS UERJ <3