segunda-feira, abril 15, 2013

irrespondivelmente parasita

É muito triste ter ficado para trás em todos os aspectos que um ser humano pode ficar. Não dei certo como namorada, não dei certo como aluna, não dei certo como filha e ultimamente não tenho dado certo nem como amiga, coisa que me vangloriava muito em ser a melhor.

É extremamente difícil entrar numa sala de aula na faculdade ou no curso de inglês, que todos os meus amigos concluíram, e ver que putz, o tempo passou e eu ainda nessa vibe. Sinto como se fosse uma volta ao maternal. Inclusive é um sonho recorrente. Eu voltando para a escola, tendo que passar novamente pela sétima série ou quinta, tanto faz. Sonho muito com isso. Acordo com aquele sentimento de "ainda bem que não é verdade", mas daí me questiono logo depois a diferença que é ter aulas numa coisa em que toda a minha classe já conseguiu passar.

Não é o fim do mundo. E por fazer o curso à noite, há várias pessoas mais velhas, não rola aquele bando de adolescente. De qualquer forma é um retrocesso.

Veja bem. Não me comparo a essas pessoas dos noticiários. Idoso, aos 87 anos, passa no vestibular. Ou. Catadora de lixo acha livros nos entulhos, decide estudar e passa pra pedagogia. Etc. Acho que é super uma vitória. Para eles. Somente para eles. Gente que teve filho aos 16 anos, parou de estudar e depois volta e consegue, com muito esforço, concluir uma faculdade. É super louvável. Para quem teve dificuldades, é super louvável.

Então, digo e repito. Não há o que comemorar aqui. Eu voltando, tentando pela terceira vez. Qual a dificuldade que eu tive? Depressão? Conheço uma menina que teve e conseguiu. Por que eu não consegui? Não uso desculpas. Por isso me recusei a tentar entrar em Azkaban de novo. Chorar na frente dos diretores, dando mil desculpas? Jamais. Porque nem eu acredito nas desculpas inventadas. Se sou da direção, soltaria um bitch, please.

Não lamento o que passou, só não comemoro algo que não deve ser comemorado.

29 comentários :

Melina F. disse...

não sei, Patrícia. Mas vejo essa sua vontade de voltar pro inglês, pra faculdade, e de terminar um ciclo como motivo de comemoração. Você não teve que lutar pra voltar? Passar por um monte de coisas que só você sabe quais são? Sendo que você poderia muito bem ficar quietinha na sua, viver no casa - trabalho, mas foi fazer diferente, mesmo com todos esses questionamentos de "só vou terminar agora" ou "tanta gente já concluiu e eu não". Acho que é um motivo de comemoração sim. Talvez você só perceba isso com o passar dos anos, na formatura ou daqui há mais tempo. Mas tente não der esse peso maior à situação.

beijo!

Luciana disse...

Olha, sinceramente acho que você dá um valor excessivo à faculdade. Não é algo tão determinante assim. Conheço gente que, como você, poderia ter se formado no ensino superior, mas não quis. Ou porque não gostou do curso, ou porque não gostava do ambiente, enfim, simplesmente não quis. E, não por isso, significa que não se encontraram em uma profissão sem o ensino superior.

Além disso, acho que você se cobra demais. Como assim você não deu certo como filha? Só porque não fez faculdade e não viveu de acordo com as expectativas sociais? Bitch, please! Não te conheço, mas pelo que você escreve aqui, dá pra perceber que você ama sua mãe pra caralho, sabe. E me parece que você é uma ótima filha, sim.

Quando concluir seu curso, vai perceber que não era tão importante assim e que não é mais capaz só porque terminou um curso superior. De boa, para de se cobrar tanto. Você é muito mais inteligente que 3/4 da população mundial, kirida. Perceba suas qualidades, por favor. E para de tentar fazer tudo perfeito, porque ninguém consegue. A diferença é que as pessoas não assumem seus fracassos, enquanto você não reconhece suas vitórias.

Beijos!

Julia disse...

Te entendo pq estou numa situação parecida. A diferença é que ainda não tive coragem de voltar aos estudos, como você teve. :-/

Ana disse...

Patricia,

Que bom que você não é como todos os seus amigos.
Por isso mesmo você é especial.
Nem tente ser como a maioria.
A maioria não costuma ser nada de bom.
Orgulhe-se de ser diferente!
Orgulhe-se de ser quem é!
Se fosse fácil que graça teria?
Quem tem tudo fácil não dá o devido valor às coisas.
Acredito sinceramente que você, ao se formar, vai ser uma profissional muito melhor do que "a maioria".
Beijos

Anônimo disse...

Sou formado em Direito. Não tirei OAB porque nunca tive interesse em advogar e até hoje ninguém conseguiu me provar que a carteirinha da OAB serve para alguma coisa, num país com um dos maiores números de advogados do mundo. Depois que me formei, comecei a estudar para um concurso mega difícil. Prestei várias vezes e não passei. Agora estou recomeçando... estudo para o concurso da Receita Federal, pois julgo ser um concurso mais pé no chão, mas não necessariamente um concurso mais fácil. E sabe de uma coisa? Estou me sentindo ótimo com essa decisão, porque sabe lá Deus quando que eu ia conseguir passar na outra prova.
Os meus colegas de faculdade estão todos ou advogando por um salário de merda e aguentando chefe e cliente malas ou estão estudando pra concurso.

emily disse...

Eu não terminei a faculdade, vou ser jubilada esse semestre.
não terminei o inglês.
vivo sonhando q estou de volta ao ensino médio e pra mim é o pesadelo mor.
E, pra completar, não passei em concurso nenhum, nem sequer tentei.

Mas a vida anda, eu me sustento, mais pessoas dependem de mim do que dependo delas, faço coisas, respeito as pessoas... enfim, aos poucos conquistarei o q não conquistei.

Não tem nada q me obrigue a ter me formado e aprendido a falar inglês(com quem?) aos 25. Não tem como voltar atrás e os próximos anos passarão tão rápido...vou resolver tudo e ter novos problemas pra driblar.

Lu disse...

"A diferenca e q as pessoas nao assumem seus fracassos e vc nao reconhece suas vitorias".Super concordo.

Bia disse...

Olha Patricia entendo o q vc fala qd diz q nao seria necessariamente uma vitoria sua, pq nao dá para comparar à pessoas que tiverma dificuldades digamos mais "reais".

Por outro lado, eu acho que fracasso é ficar parada sabe ? Entenda, pode ñ ser uma vitória, mas acho q é inico de uma conquista.

Encare assim.

Bia disse...

e ao anonimo ali, rsrs. tb tenho OAB e nao uso pra nada rsrsrs

Anônimo disse...

Bia, quando eu me formei eu briguei com a família inteira porque eu não queria perder o meu tempo com OAB e ainda ter que pagar uma pequena fortuna de anuidade.

Anônimo disse...

Acho que vc tem uma puta coragem de escrever isso. me identifico muito com tudo que escreveu. agente diz não se comparar mais fica o tempo todo fazendo isso...é uma merda conseguir digerir que cada um tem um tempo e vc agora tá vivendo o seu momento. é uma merda reconhecer que é tudo tardio. odeio isso em mim também.
mas uma coisa vc tem muito mais que eu: uma puta coragem e jogar isso pro mundo!

Anônimo disse...

E essa pity party fudida que tá esse chatbox hoje hein?

Quando rolar a linda roda de oração ou a sessão do descarrego, me chamem pra assistir, me alimento dos sonhos despedaçados de underachievers *-*

Anônimo disse...

Coragem do caralho de assumir que não existem desculpas para os fracassos. Coragem do caralho pra recomeçar.

Tem dias que vc esta tão insuportável (como todos os mortais) que eu tenho vontade de não ler mais seu blog ou de ir ai no RJ e gritar que você esta um cu, mas sempre tem uma coisa que me faz voltar aqui, sempre, e eu sempre volto porque sempre sei que vou achar um texto foda, sei que sempre você vai atras de um recomeço e eu fico feliz de ver que você esta caminhando, feliz de ver que mesmo sendo um saco ir pra faculdade a noite, tempos depois de todo mundo (como eu, que só conclui a quarta faculdade) você não desistiu de algo que é importante pra você.
O mais bonito de tudo você ja faz... é reconhecer.

Glory Box disse...

Na boa, não consigo entender por que você considera um retrocesso. Muito menos quando diz que não há o que comemorar. POR QUEEEEEEEE MEU DEEEEEUS

Gata, tem muito nego que luta pra caralho e não passa nem no vestibular. Da faculdade particular. Esses coitados é que não podem comemorar.

Enfim, pra que você - ou alguém - precisaria de desculpas pra justificar não ter concluído os cursos anteriores? Qual é a necessidade de ficar se explicando para os outros?

Se o motivo for simplesmente "OPA, FOI MAL, NÃO ERA BEM ISSO, NÃO TÔ AFIM", não basta?

Acho um puta otário quem disse pela primeira vez que a gente não deve nunca desistir. Agora fica toda uma legião de paus-no-c* repetindo esse discursinho babaca.

Desde quando repensar os planos e MUDAR DE IDÉIA é algo ruim? vsf.

Se valoriza, gata. Tenho certeza que qualquer amigo pessoal teu pode confirmar uma lista imensa de qualidades, acima da média das pessoas normais. É uma pena você não se reconhecer.

A Luciana aí em cima falou tudo que tenho pensado sobre você há tempos ("A diferença é que as pessoas não assumem seus fracassos, enquanto você não reconhece suas vitórias").

A desvalorização é tão absurda que às vezes penso ser até um pouco de doce pra galera encher a Tua bola aqui nos comentários...rs

Levanta essa cabeça!

Wesley Lacerda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wesley Lacerda disse...

E eu que tenho 20 anos, terminei o ensino médio com 19 (repeti de ano uma vez), e nunca fiz nenhum tipo de cursinho? Nem de informática, haha. Quero fazer faculdade de jornalismo, mas falta coragem, rsrsrsrs.

Juliano Correa disse...

Depressão é coisa séria. Pessoas morrem (se matam, na verdade) por conta dela. Se alguém, algum dia, soltar um "bitch please" para sua justificativa por não ter concluído o curso superior, mande se entender comigo que aí a coisa vai ficar séria.

Anônimo disse...

Wesly, meu filho...não faça faculdade de jornalismo. (nao é a sua mae que está aqui calma), mas é uma jornalista puta da vida por ter escolhido essa porra...

Vítor L disse...

Patrícia, acompanho seu blog há tempos e faço coro a maioria das pessoas dos comentários: não há motivos pra lamentar. Veja bem, você tinha começado dois cursos, nenhum tinha dado certo, por n razões. Decidiu que era hora de trabalhar, fez cursinho, prestou um concurso, junto forças e criou coragem e foi pra Colíder, no cu do mundo. Passou por poucas e boas, teve que aguentar a cidade, as pessoas, nota de cem, perdeu shows, viu sua mãe e amigos poucas vezes, enfim, você venceu. Passado isso, seu problema virou o cursinho, você indignidade com a sua idade lá, e algo do tipo "rysos, a zoada aqui não cansa de tentar, jamais passarei, pessoas que acabaram de sair da escola" e opa, você passou. Mais uma vez. Aí agora continua sendo o problema do timing, isso de letras não ser bem o que você quer, enfim, e eu te digo: apenas enfrente. Você quer se formar na faculdade, a UERJ é uma puta faculdade, então prossiga que você vai conseguir. Olhe para as vitórias, olhe para seu trabalho atual (imagino que seja melhor que o de muita gente), olhe pra onde você estuda, comemore. Você não precisa ser igual a todos. Você é uma ganhadora <3

Nani disse...

I know that feel. Inclusive de sonhar com escola. Isso porque tive depressão e TOC no meio da faculdade e só peguei médico MA-LU-CO. Cheguei a ficar PIOR do que entrei. Mas agora to de boa, sempre rola uma pressão por parte da família, até porque sempre fui boa aluna, criaram expectativas... Mas comecei olhando para o lado bom. Também sinto essa vergonha de ver um ex-colega de facul, já formado, e eu ainda de mochila - que denota muitooo que não to advogando. Mas não desisti da facul e vou passar! Algum dia vou fazer a Thammy Gretchen e dançar Conga la Conga na cara da sociedade que algum dia me julgou. Um beijo, e se te for útil, o macete é se desligar desses questionamentos, e fazer na fé sua obrigação. E ponto.

Anônimo disse...

Não precisa aceitar esse comentário. Leio seu blog há tempos e nunca te escrevi. Acho que você já leu o que vou escrever agora, mas, sei lá, tive uma experiência e me deu vontade de te relatar. O ano passado pra mim foi ótimo, com mudanças positivas, viagem ao exterior, compra de casa, tudo lindo e tal. Mas daí no dia 20/12 eu tentei me matar. Fiquei na UTI, quase morro de fato etc. Depois dessa barra, a cara de WTF? não era só minha, afinal todo mundo que me conhece viu aquela como uma ótima fase da minha vida. Fiquei super mal depois, com várias fobias e sequelas, mas em janeiro decidi tomar coragem e ir a um psiquiatra (nunca fui, porque nunca confiei). Conversamos, ele fez uns exames, tudo de praxe. Fui diagnosticado com depressão congênita. Ou sejE, meu corpo não produz nem recebe neurotransmissores suficientes e aquela felicidade que eu sentia era mania (soube que um dos sintomas da depressão é essa fase eufórica). Ele me passou dois remédios, não são tarja preta nem me causam efeito colateral nenhum. Tomei sem muita fé. Um mês depois, e até hoje, me sinto ótimo, sem alterações de humor, com o pavio longuíssimo, com o ciclo biológico totalmente equilibrado. Vou ter que tomar pro resto da vida, já que meu corpo não produz esses neurotransmissores. Precisei tentar o suicídio assim, do nada, pra descobrir que vários problemas e questões que me empacaram tanto a vida toda eram causados por uma deficiência orgânica. Eu relato isso às pessoas que eu confio ou gosto porque talvez tantas tenham problema parecido e jamais saibam que a culpa é orgânica e não psicológica. Esse mesmo médico me aconselhou a não procurar um psicanalista nem psicólogos comuns que só te ouvem e querem saber de sua infância, mas alguém que trabalhasse com psicologia cognitiva era indicado. Não fui atra's de um, não senti necessidade. Desculpe mesmo por te falar isso, mas eu me sentiria culpado se ficasse quieto. Leio seu blog torcendo sempre por vc e por sua felicidade, rio ou choro ou me preocupo com cada post seu. E mesmo sem te conhecer, quero seu bem e gosto de ti. Beijo.

Carla L. disse...

Eu acho que vc devia ser menos dura consigo mesma, Patricia. Tô vivendo uma situação parecida com a sua. Tenho 24 anos e estou no primeiro semestre de arquitetura depois de desperdiçar tempo e dinheiro numa faculdade de direito que eu nem queria. Foram quase seis anos nessa brincadeira e eu nem me formei. Abandonei no 45 do segundo tempo por motivos de: não tenho mais condiçōes, abraços. Meus pais ficaram chateados comigo e meus conhecidos acharam que eu era louca, mas isso é problema deles. Chega uma hora em que vc não pode mais viver pra agradar os outros.

Fiz vestibular, passei e agora estou recomeçando a vida num novo curso, sentindo o peso da cobrança social nos ombros. Eu sei como é difícil. Vc chega na aula e vê que seus colegas são moleques imaturos de 17 anos que saíram do colégio ontem. Bate um desconforto, uma sensação de que vc é velho demais pra estar ali. É inevitável não pensar de que essa era uma fase da vida que vc já deveria ter superado, especialmente quando vc vê aquelas fotos felizes no facebook dos seus amigos antigos da escola. Todo mundo formado, uns casados ou em relacionamentos sérios, outros até com filhos. Pensando assim, é muito fácil se sentir fracassado e infeliz com a própria vida.

Mas o que eu aprendi nesses últimos meses é que a coisa mais destrutiva que uma pessoa pode fazer com sua auto-estima é viver se comparando com os outros. A verdade é que as pessoas são diferentes e cada um tem seu próprio tempo pra fazer as coisas. O problema é que a sociedade enfia na cabeça das pessoas de que todo mundo tem que seguir o mesmo caminho na vida e quem não se encaixar nesse padrão é um cidadão de segunda classe, um perdedor. E isso não é verdade.

Parece muito coisa de livro de auto-ajuda vagabundo, mas eu acho que vc deveria valorizar mais o que tem ao invés de dar tanta importância ao que não tem. Olha pra tua vida, pra tudo que vc já passou e hj tá aí inteira. Além disso, vc tem teto, trabalho e oportunidades. Isso é uma vitória. Quantas pessoas, de qualquer idade, não gostariam de ter as mesmas chances? Aproveite isso. Para de reclamar e toca essa faculdade e o curso de inglês pra frente, mulher.

Vi disse...

E eu que me sinto inadequada, imprestável e oprimida.

Tenho uma colega de trabalho que me persegue; ela sempre viu em mim uma ameaça à ela, e depois que eu fui promovida tendo menos tempo de empresa que ela, ah minha filha, aí que a mulher veio com tudo pra cima de mim, e tá transformando minha vida num inferno.

Fora isso, tô de saco cheio do trabalho; não consigo gostar, me sentir motivada.

Na faculdade, tõ em período de escrever tcc, e estou completamente perdida, quase desesperada.

Estou em uma pós, que também tem me tirado o couro; mas não vou desistir nem a pau!

Resumindo: eu tb não tenho uma vida fácil e quse sempre é muito complicado tocar o barco.

Patricia C. disse...

De todos os comentários, o que mais me tocou foi o das 15:31. Que bom que deu tudo certo e que você conseguiu um bom profissional pra te ajudar. Fico feliz que tenha conseguido a tempo. Um beijo.

natália disse...

Eu vivo tendo pequenas crises parecidas porque tô numa situação mais ou menos como a sua: a de estar "atrás" de todos os meus amigos, da maioria das pessoas da minha idade (e classe social). Tenho 24 anos e ainda tô na faculdade (entrei ano passado) e ainda não posso trabalhar por alguns motivos que não vem ao caso agora. Me sinto super inútil e tal. Mas sabe por que eu não me me deprimo de verdade com isso? Porque eu olho em volta, para os meus amigos que fizeram tudo "certinho", que seguiram bem o script da vida que todos temos na cabeça, e cara, eles NÃO estão felizes. Eles também têm crises, eles também se sentem fracassados em alguns aspectos, eles sofrem, se arrependem, não sabem se estão no lugar certo ou o que querem exatamente na vida. Pergunta para os seus amigos que estão na sua "frente': eles estão realizados? Eu te garanto que a maior parte deles não está. A maioria ainda está lutando, a maioria coloca a cabeça no travesseiro à noite e pensa em tudo que poderia ser diferente.

Por isso eu te digo: terminar uma faculdade, ter um namoro sério, ter um emprego bom etc, NADA disso vai garantir seu bem estar, o fim das suas questões existenciais. Estamos todos mais ou menos no mesmo barco. Se foca na SUA realidade e no que você pode fazer pela sua vida, em como você pode ir melhorando tudo aos poucos. Esse é o único jeito.

Boa sorte!

Marina disse...

Quando leio você se jogando para baixo, lembro como você me ajudou sem me conhecer, e lembro demais às latas horas na madrugada, nu taxi em Copacabana você falando mal do Forrest, o taxista meio achando estranho e você para ele.

"porram, fiz concurso para trabalhar ou para cuidar de retardado?"


ai, muito amor <3

Raquel disse...

Pôxa, Patrícia, eu também estou na mesma que a sua, deixei de viver muitas coisas por preguiça e por falta de motivação, vou fazer 21 anos, terminei o ensino médio em 2009, de lá pra cá, tenho apenas um curso de informática básica, só trabalhei durante 1 mês e meio em uma loja vizinha da minha casa e nada...

Já fazem 4 anos, que eu estou relaxada, enquanto meus amigos tocaram as suas vidas e eu continuo na mesma, dependendo dos pais e do namorado.

Mas a verdade é que é tudo culpa minha. Me identifico com os seus posts por isso, noto em você o mesmo desinteresse pelas coisas da vida... mas você conseguiu mais do que eu, se te serve de consolo, eu sou mais "fodida' do que você.

Vai mulher, termina o teu curso, faz a tua faculdade, sei que é clichê, mas nunca é tarde pára recomeçar... vou seguir o seu exemplo, vou recomeçar também.

O seu post me motivou.

Ana disse...

Você conseguiu uma coisa que muita gente que tem faculdade está tentando, que é passar num concurso público, ter estabilidade. Seja mais otimista. Você nem tem 30 anos ainda. E depressão é sim um bom motivo para atravancar nossa vida.

Anônimo disse...

estou tentando meu oitavo concurso publico. geralmente eu acerto entre 75 e 85% da prova, mas isso nao é suficiente para passar e se classificar bem. viver às custas da minha mae é comodo, mas é triste, pq ela é idosa e nao tem muita saude e eu me sinto na obrigaçao de ganhar dinheiro logo para poder cuidar dela. se ela fosse rica, provavelmente eu n me sentiria assim e seria uma encostada numa boa. mas ser uma parasita de alguem que precisa do dinheiro pra ter um pingo de qualidade de vida a mais, é deprimente.

estou com a corda do pescoço para entregar a monografia. depois de 8 anos me arrastando, é o ultimo prazo que a faculdade me deu, se eu perder, ja era. oq vc sente pelo ifcs é oq eu sinto pela uerj. nao aguento nem pisar naquele lugar, tive uma crise de choro fodida em casa no dia q tive q ir la pedir integralizaçao curricular.

sou gorda, tenho fobia social, acho a vida um saco, só consigo achar graça em pequenas coisas (tipo suas series e o candy crush). nao sou uma boa amiga. nao aguento cuidar de ninguem. e nao me sinto bem de reclamar no ouvido deles. entao fico na minha, me isolo.

voce pelo menos tem amigos. e um emprego bom, estavel, trabalha no ar condicionado e ainda aprende a fazer investimentos pra fazer seu salario render haha

concluir projetos inacabados tem um peso absurdo, mas nao transfere isso para as coisas novas q estao entrando na sua vida. na epoca q eu fiz ingles (tb só entrei depois de adulta), as aulas me deixavam muito feliz, era um alivio da minha vida, um respiro. depois q o curso acabou, me senti ate mal, pq era algo q me realizava, onde eu era bem sucedida. quero muito começar algo novo assim, mas antes disso, preciso passar num concurso e começar a ganhar dinheiro.