terça-feira, outubro 23, 2012

porque o MST...

Na minha sala do cursinho tem um mala que se pá consegue ser pior que Forrest Gump. Aquelas pessoas sempre com colocações desnecessárias.

Pessoa na aula de literatura brasileira vem falar de MST:

"O Movimento dos Sem Terra é um movimento legítimo e..."

E nessa hora eu dormi e sonhei que voltava em 1999 quando fui numa palestra da Aleida Guevara, com o uniforme do Pedro II, no sindicato dos bancários.

Não é possível esse Stalin achar de bom tom se posicionar politicamente para uma turma de 30 pessoas que, em momento algum, solicitou esse posicionamento.

Horas mais tarde, Stalin nos conta (repare como os outros estudantes funcionam como psicólogos dele) que a sociedade deveria abolir as regras gramaticais e todos seriam livres para falar "pra mim fazer".

Stalin fará vestibular para letras. Juro por deus.

Imagina ter essa pessoa na mesma faculdade durante 4 anos?

Ou pior, imagina se ele passa e eu não?

34 comentários :

Carol Tardin disse...

7 bilhões de pessoas no mundo e 0 te perguntaram alguma coisa - vontade enorme de falar essas coisas na cara desse tipo de gente rs

Anônimo disse...

vai encontrar MUITA gente que pensa assim na letras

Mari disse...

Olha, num sei se esse stalin vai te acompanhar, mas pelo menos um igual a esse vai ter no primeiro ano. Humanindades e artes, é inevitável. A boa notícia é que logo no início ele se embrenha no movimento estudantil e fica pra trás pra sempre.

Lucas disse...

Eu faço letras e até agora não me embrenhei em movimento estudantil e na minha sala... sim minha filha tem um monte de chato que começa a discursar política no meio da aula ou a reclamar de porque o sol ilumina a terra.

Eu passei no vestibular, então acho que você também consegue. E esse cara também tem grandes chances, porque burro ele não deve ser. Só finge.

Luciene disse...

Vc passará.

Anônimo disse...

O q mais vai te tirar do serio sao os adolescentes recém-admitidos que super se acham inteligentes e descolados pq passaram na facul!!! E se a Universidade for modinha te prepara pros hipsters e os maluco de butique. Quero q vc passe pq é sempre bom realizar sonhos... Mas tb aguardo historias mirabolantes e deliciosas por aki. Boa sorte, querida!!!

Anônimo disse...

Futuro Zé Dirceu.

Luana disse...

"vai encontrar MUITA gente que pensa assim na letras" [2]

Anônimo disse...

verdade, quando vc corrige o cidadão, eles chamam de preconceito linguístico.

David disse...

Isso me lembra de uma aula de Teoria da Comunicação no primeiro período que era recheada desses infelizes metidos a reacionários. O professor, que de bobo não tinha nada, um belo dia resolveu dividir a turma em dois grupos e usando como base os textos dados em aula, dividiu a turma em dois grupos: um para criticar os meios de comunicação e outro grupo para defendê-los. Adivinha quais alunos foram escolhidos pelo professor para DEFENDER os meios de comunicação em massa?

Só me lembro dos caras tentando se justificar dizendo que o posicionamento na vida real não era aquele e só o faziam por causa da tarefa antes de qualquer argumentação de defesa. E, claro, também me lembro do professor segurando o riso no fundo da sala.

Anônimo disse...

Ai Patricia, pergunta pro lindo se ele vai estudar letras ou comunicação, pq essas merdas são normalmente aceitas lá (mensurar eficacia da comunicação etc) Se ele vai fazer letras, vai estudar outra vibe.

Anônimo disse...

Na minha sala da facul tinha um Rui Barbosa (fiz Direito). O cara até pra contar piada contava de modo rebuscado e pedante, haja saco. Força na mandinga para que ele não estude na mesma facu que vc.

JORGE ALISON disse...

Bom. O discurso dele não é exatamente incorreto. Praticamente todo falante já fala ou deixa escapar um "pra mim fazer". O problema acontece apenas quando isso se reflete na escrita e o indivíduo acha que foda-se, tá tudo bem.

*estudante de Letras*

Nina disse...

Meu marido é professor da rede municipal de ensino, mas passou a vida inteira ensinando em faculdades privadas e medíocres. Fico com a boa opinião dele: o ensino acadêmico não é para qualquer um. Mas como existe vestibular de merda para que essa galerinha se dê bem, hein?
Abraços.

Luisa Maria disse...

Ué, mas todos SÃO livres pra falar "pra mim fazer", inclusive são livres pra escrever assim também, quem irá impedir, não é mesmo? Obviamente a pessoa sofrerá consequencias, dependendo de onde esteja escrevendo/falando.

Enfim.

Só pra reforçar o que o pessoal disse, em Letras o que mais tem é pau no cu desse quilate. E que escreve "pra mim fazer" e outras barbaridades. Vá se preparando.

bjs.

Daniel disse...

Pra quê vc vai fazer Letras?
Desculpa, mil desculpas, mas acho um curso tão inútil pra conseguir um bom emprego e ganhar dinheiro.

Anônimo disse...

KKKK

Anônimo disse...

dar cota só pq cara é negro, independente de qlqr outra coisa: pode.

dar terra pq pessoa não tem e quer plantar, enqto tem latifúndio improdutivo por aí: não pode.

sério, não entendo!

vou rir quando vc não passar pq, opa, 50% das vagas são de negros. E os outros 50% de gente q teve mais oportunidade q estudar do q vc...

Liane disse...

Em algum momento a Patrícia criticou o mst? Ela só disse que não era apropriado falar de mst numa aula de literatura brasileira. Como tem gente chata nesse mundo!

Anônimo disse...

A linguagem serve muitas vezes como uma forma de elitizar os debates, alguém que erra alguma ortografia ou colocação já seria logo desqualificado e teria todo seu argumento desmerecido. Sabemos também que a língua brasileira é uma das que tem mais regras desnecessárias...
Talvez ele não soube colocar direito o que ele está criticando. Existe um tipo de saber colonizador impregnado em nossas concepções de certo e errado. Os indígenas, por exemplo, privilegiam um tipo de saber oral que não é aceito por não constituir um conhecimento científico reconhecido pela cultura ocidental capitalista moderna.
Pode parecer coisa de gente chata, mas o debate está aí para refletirmos.
:)

Anônimo disse...

o comentario acima é do renomado antropólogo Albênzio Peixoto. Certeza!

Anônimo disse...

Sou formada em História e não sou da "esquerda". Porque né, hoje em dia nem existe mais isso.

O fato é que nas discussões bafônicas em sala, eu me retirava para pegar cafezinho. E quando permanecia, quase dormia.

A máxima é ultrapassada, mas no meu curso o que mais tinha/tem é comunista usando Nike e Ipod, beijos

Mi.

Anônimo disse...

Eu também quero cursar Letras, muito amor <3

Você vai passar Patricia, tenha certeza.

Mi

Anônimo disse...

O Brasil é o único país do mundo onde os ricos são os maiores comunistas. O Rio tá cheio deles. Todos revoltadinhos com seus Adidas nos pés.
Na boa...sono.
Bjs e boa sorte.

Anônimo disse...

http://i477.photobucket.com/albums/rr138/makinary/Wordpress/156486_416370591709390_100000093590878_1690528_1482165196_n.jpg


Blog da Patrícia virando uma sucursal do CMS.

Vítor L disse...

Patricia, mesmo com a vida te dando vários nãos, você continua dizendo sim. Boa sorte, você vai conseguir passar :). Quanto ao Stalin: enjoy, minha sala tá cheia de pau no cu que fala merda e faz meu dia ficar rindo deles. Beijo

Anônimo disse...

01 piada: classe media que usa Bagno para justificar preguiça.

tenho certeza que Preconceito Linguístico só se aplica a quem não teve oportunidade de estudar direito, não a quem ia pra escola de 500 reais/mês (ou escola federal/tecnica) fazer social em vez de abrir a gramática. essa gente tinha obrigação de saber escrever o básico.

não sou grammar nazi, não corrijo os outros, mas não vem com esse papinho pra justificar erros, porfa

Anônimo disse...

Prepare-se se o seu objetivo for Letras na UERJ... Só tem doido naquele andar...

Sim, sim, nesse naipe e muitos outros piores....

Anônimo disse...

Ih, não venham falar do que não conhecem não.

Deixa o bagno fora disso.

Anônimo disse...

Tomaraaaaaaaaa que a Patricia passe! imagina quanta coisa engraçada ela vai contar da faculdade? hahahahah já tô me divertindo

Roberta, uma mãe que viaja disse...

Morri!!

Ju disse...

Olha, em Letras tem mesmo muita gente de esquerda, claro. Eu mesma fiquei 4 anos no curso e os achava chatos. Depois que sai foi que comecei a pensar diferente. Acho que é a maturidade.
E preconceito linguístico existe, mas não vou explicar aqui.
Beijo pra quem acha que em Letras nós sentamos a bunda na cadeira pra estudar gramática.
Patrícia, tua cabeça vai mudar quando entrar no curso (se for uma faculdade boa, claro). Vai ser um Antes e Depois. Se não mudar nada, tem alguma coisa errada.

Anônimo disse...

claro que existe, gata, contra gente pobre, favelada, caipira. não contra quem estudou no colégio são paulo, matava aula pra fumar maconha na praia e não aprendeu a usar o acento grave por preguiça de decorar "vou à, volto da/vou a, volto de"

Anônimo disse...

isso da gramática é a cara do curso de letras.