quinta-feira, novembro 18, 2010

geração dawson leery

Eu não faço parte da geração vencedora. Aquelas pessoas que conseguiram ser alguma coisa na vida, viajam uma vez por ano (alternando Bariloche e nordeste), que se casaram, tiveram filhos, que trabalham, juntam sua graninha e aos 40 já possuem imóvel próprio. Financiam um carro popular, sábado vão ao cinema ou teatro, domingo fazem churrascão com os vizinhos no play, de noite pegam um rodízio de pizza.

Veja bem. Essa é a geração que venceu.

Não vou discutir aqui quão patético é tudo, porque olha, eles são felizes, isso que importa. Quem sou eu pra falar de quem cheira ou quem fuma. O meu ponto são os meus iguais, é o time do lado de cá, aquele que grita loser na testa. Os que nunca estão satisfeitos, os que beirando os 30 anos ainda choram por traumas que papai ou mamãe causaram na infância. Aqueles que não seguiram em frente. Quando alguma coisa falta e a gente nem sabe o que é. Hoje eu me peguei com inveja de uma menina de 20 anos, grávida do segundo filho, e nem foi por ela ser mãe e eu nem, já disse aqui n razões de não querer ter filhos (e nem se eu quisesse né? ninguém me come, super chato isso), mas foi pelo sorriso que ela deu, uma felicidade imensa. E eu pensando "brother, essa menina ganha 510 reais, com dois filhos, como ela pode ser feliz?". E nego é feliz com 510 reais, com dois filhos, aos 20 anos de idade, vivendo no cu do mundo, sendo atendido em hospital público. Não vou entrar na velha discussão de que dinheiro não traz felicidade, porque além de achar um papo ultra cafona, também acho desnecessário. E também não rola dizer que "felicidade é utopia", porque próximo passo é puxar um beck e vender cordãozinho em feira hippie. Não faz minha vibe. A questão vai além do que é felicidade ou da importância que o dinheiro tem etc. A questão é o fracasso dessa geração que ainda depende dos pais (seja financeiramente, seja emocionalmente, meu caso). Quando você anda na rua e é o outsider onde quer que você esteja. Quando você frequenta os circuitos de cinema alternativo e mesmo lá você consegue ser excluído. Você é excluído pelas pessoas que gostam do Bergman. Na roda de leitura te perguntam se você leu Ulisses e você diz: "opa, não consegui passar da primeira página", esperando a risada de todos como um sinal de que você foi aceito e as pessoas te olham com pena. E daí você se mete nos becos da Lapa, sobe Rocinha e vai para baile funk, porque lá as pessoas não vão te julgar. E né. Mais uma vez outsider. Não há lugar que você pertença.

Quando a gente sempre criticou essa vidinha mais ou menos (casa-trabalho-cinema), e a gente bem achava que ia revolucionar e tal. E taí. 30 anos. E tudo que a gente quer ser são esses babacas. Os almofadinhas de escritório. Esses cuja maior preocupação é se ainda tem no estoque aquela gravata na vitrine da Vila Romana, que ele viu quando voltava apressado do almoço no Spoleto. A maior preocupação delas é se a drenagem linfática dará resultado.

E estamos aqui. Eu e a minha geração pensando:

Que vazio é esse?

*Pausa para sentir o fracasso inteiro nessa colocação*

A sensação de perder mesmo quando se ganha. A lacuna que jamais foi preenchida. A satisfação nunca alcançada.

Não faço drama, sei que a vida me sorri em alguns momentos (só alguns), e quando eu pensava que aquilo me faria feliz, vou lá, consigo e vejo que opa, não era isso, desculpa.

As coisas vão acontecendo e tudo é tão diferente do que eu acho que deveria ser. Algo que é e não era para ser. Sendo que eu também não sei o que deveria ser. Não é uma questão de ir à luta pelo objetivo. Meu deus, que objetivo? Eu não sei. Não sonho com destinos glamourosos, sei que não sou a rainha do funk. Eu só queria algo que me encaixasse. Pode ser uma vida em um convento, pode ser uma vida no campo, pode ser essa vida de ganhar 510 reais e ter dois filhos, qualquer coisa que faça eu me encaixar nisso aí. Não vivo a minha vida, eu assisto a minha vida. Como alguém que vai ao cinema e não tem o menor controle sobre o filme. Sinto, não que falta uma coisa, mas que falta tudo.

97 comentários :

Anônimo disse...

Eu sempre leio seu blog pra assistir a uma outra vida. Diferente da minha.
Mas hoje, nesse, você falou de mim.
Não sei o que sinto agora.
Abrs.

Anônimo disse...

disse e repito: se vc vai até o fim do mundo procurar um médico, por que vc n faz o mesmo pra procurar um psicólogo?

Anônimo disse...

... eu digo isso do psicólogo pq é o que eu faria no seu lugar. e porra, eu n consigo evitar de me colocar no seu lugar! eu leio o que vc escreve há mto tempo e sei que conheço mto pouco de vc mas o que eu conheço eu gosto mto. e nos últimos tempos é como se eu estivesse vendo uma amiga se matar aos poucos sabe? esse vazio vai te consumir de dentro pra fora se vc n procurar ajuda.

Pri disse...

E eu sinto o mesmo...

[ joe ] disse...

eu leio seus textos e nao tenho vontade de falar nada justificando ou condenando suas palavras. apenas torço, de verdade, que as coisas mudem. que, no fundo, as coisas deixem de faltar, e voce passe a viver e nao mais assistir a sua vida.
pode parecer imbecil, afinal né, voce ai, eu aqui, nem te conheço [apesar daquela vez que sonhei com você numa vibe minha BFF Maisa loca do whisky], mas eu juro que torço pra que tudo melhore pra você. voce pode nem acreditar em mim, mas isso não vai anular o fato de que eu torço a seu favor. o que você escreve não é incrivel só porque é divertido, porque faz pessoas virem aqui e rirem das suas historias desgraçadas. é incrível pela forma genuina com que voce se expressa. eu invejo o jeito como voce se expressa. saiba que existe alguem que te inveja.

e quando as coisas melhorarem, nem me importo se voce perder material para as postagens engraçadas sobre as merdas que te acontecem, porque se voce consegue tirar graça da desgraça, imagina o potencial que vai ter pra rir quando tudo tiver belezera; quando voce estiver feliz como uma jovem mãe de 2 digna de 1 salario minimo.

sorte boa aí!

[j]

Jonathan a. Diaz disse...

Entendo principalmente - e vivo - a parte do 'não falta nada, mas falta tudo'.

Aliás, felicidade/realização deve ser vista sob a ótica do orgasmo. Muitas mulheres dizem que nunca tiveram, chegam a ir ao médico por isso.
Daí, quando o médico descreve um orgasmo, elas veem que já tiveram, mas o mito ao redor do orgasmo assim como as expectativas fazem que muitas pensem que nunca tiveram.

A felicidade é menos arrebatadora do que nos dizem.

A maioria vive no 'fake till you make it'.

Só faltava essa na sua vida, né !?

Jonathan a. Diaz disse...

Aliás, fica a música: 'A game called life', como tema do fundo.

http://www.youtube.com/watch?v=fxZL0LIxK-Y

Flávia disse...

Ao menos vc se encaixa na vida dos que "tudo falta", pq né? igualzinha a minha vida. e, pior, vc ainda tem talento pra escrever, eu nem isso.

Fernanda Costa disse...

A única diferença entre mim e você é que eu não sinto falta disso que você descreveu, das pessoas que são felizes com essa vidinha casa-trabalho-cinema-spoleto etc. Não mesmo. E sabe porquê? Se eu achasse que isso é mesmo a felicidade onde eu me encaixaria, estaria indo atrás disso. Sim, eu entendi o que você quis dizer. Só que eu não os invejo em momento algum. Se fizesse isso (e digo por mim), era disso que estava indo atrás.

De resto, resumiu a minha vida. Principalmente o último parágrafo. Há mais gente pensando como eu. Não sei se isso é assustador ou uma espécie de alívio.

(Nem que eu quisesse ter filhos; ninguém me come. Cara, pensei que só eu tivesse esse pensamento.)

Anônimo disse...

Sinto a sua dor daqui, mas o que te falta é justamente o que vc não quer. Boa sorte.

Anônimo disse...

"Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.
Se só me faltassem os outros, vá,
um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde;
mas falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo." M. de Assis

Olha, não sei se ajuda eu estar com 20 e me sentir igual. E também não sei se essa frase ajuda, mas me identifiquei e quis repassar.
Não sei se ajuda ou atrapalha, mas fica bem.
um beijo

Pimenta disse...

Tenso.Aqui na china me sinto assim também.
bjo

satya disse...

Eu me sinto assim também, acho que muita gente se sente assim.
Tenho 30, um emprego bom, um namorado, faço yoga, yadda, yadda, yadda... Mas falta aquela coisa de pertencer, tipo "esse é o meu lugar".
O pior é que às vezes acho que já ate descobri o que me faria sorrir como uma grávida de 20 anos com -510 reais no bolso: Proteção animal. Eu até faço a minha parte e resgato alguns animais e pago por castrações, tratamentos... Mas quem sabe se eu chutasse tudo pro alto e virasse a "louca-dos-bicho-de-rua" aí sim eu teria uma vidinha toda pra chamar de minha?
Mas coragem, cadê?

anarcoblog disse...

O grande tchã é que dinheiro não traz felicidade... Mas falta de dinheiro também não.

http://anarcoblog.wordpress.com/2010/05/13/formatura/

Barbarella disse...

hehe...eu tinha horror de viver esse lance...marido-casa-filho-cinema....mas agora...7 anos depois, vejo que casar com um desconhecido ( 4 meses de namoro)e ter um filho com ele foi a melhor coisa que fiz....Também não tinha rumo...também venho de uma família desajustada.....
Juro essa rotina me faz feliz....
Não tô aqui pra dar conselho....mas talvez sua felicidade está onde vc mesno imagina...
torço muito por você!!!

Mary* Coelho disse...

É o que eu falei outro dia e estava pensando sobre: eu queria ser dessa galera que adora os vídeos do Felipe Neto, que é apaixonada por namorado que dá corno na frente de todo mundo, que vê Zorra Total e se acaba de rir, essas coisas que geral se satisfaz. Porque é mais fácil. Tá tudo ali, na mão. E com um leque de oportunidades pra escolher, porque dessas felicidades, tem de monte.
E no final, quem fica no twitter fazendo comentários sarcásticos dessa gente num sábado a noite? E quem tá lá dormindo juntinho com o amordavida depois de pegar um cinema e comer uma pizza? E quem você acha que tá mais satisfeito com a vida, que tá com mais sorrisos no rosto, que não tá sentindo esse vazio?

Essa felicidade de gente que só se contenta com poucas coisas, nunca chega.

É muito difícil ser exigente com a vida.

Mary* Coelho disse...

ps: título perfeito

Nathália (Ná) disse...

Sabe Patricia, muitas vezes somos felizes e nem percebemos, veja meu caso. Fui mãe aos 16, hoje estou com 28 e tenho dois filhos, tenho um marido maravilhoso, casa, carro, cinema e rodizio de pizza, mas sinto que me falta algo, que deixei alguma coisa passar e não percebi, acho que tudo poderia ser diferente, eu poderia ter agido diferente, tenho mágoas de infância que me acompanham até hoje, fui uma criança feliz com um pai maravilhoso que amo de paixão, mas por outro lado uma irmã que sempre jogou na minha cara que eu deveria ter morrido e uma mãe cuidadosa, mas não amorosa, que levava um choque todas as vezes que eu tentava abraça-la ou beija-la, bobeira trazer esses traumas de infância para a vida adulta, mas fazer o que né (boba eu). Então sinceramente não sei o que é felicidade, mesmo todo mundo dizendo que tenho muitos motivos para ser feliz e não reclamar tanto, quem sabe conseguirei quando eu fechar o circulo, encontrar a pecinha que deixei solta no caminho.

'Lara Mello disse...

Vc disse tudo o que eu acho de mim mesma..Vc se supero..Usarei esse texto no meu blog! Bju

Nathy disse...

Melhor post. Copiei, colei e salvei.

Viviane disse...

Nossa...amei seu texto.E me sinto assim tbem em relação a esta tal felicidade imposta e inventada pela sociedade...e que mais dia ou menos dia nos acabamos achando que é o que precisamos tbem.Estou em uma fase de reflexão tbem, e não consegui definir ainda o que é a minha felicidade.

Anônimo disse...

Patricia,

Onde é que eu assino? Também não sou da geração vencedora e sinto um enorme vazio.

Tiburciana disse...

Nossa !!!!
As vezes vcpega pesado, hein?
TE leio diariamente e por mais imbecil que isso possa te parecer passo um tempo tentando te analisar e achar uma maneira para acabar tanto sofrimento, sei que não é o fato de apertar um botão e vc sair sorrindo feliz.
Mas sim é um ponto o qual ainda não descobriu (nem eu tbem ) vc é inteligente e acredite em mim isso é raro hj em dia.
Vc é auto suficiente ($) e sim isso faz muita diferença na vida de um ser humano.
Mas vc não é feliz vc tem seus motivos para isso.
Eu não sei te dizer o ponto exato da minha vida que passei do time dai para o time de cá quando descobri o que me fazia feliz porque na verdade acho que minha vida mudou pouco de lá para cá.
Mas mudou...
Bjos

ana borba disse...

super näo queria me identificar... mas nem deu

Angel disse...

Patrícia, há um bom tempo leio seu blog, mas nunca quis comentar. Talvez por não saber direito o que dizer, ou por não ter certeza se deveria dizer, enfim... Não importa. Ler seu texto foi como me ver, minha vida, meus pensamentos, o meu vazio, perfeitamente escrito como eu jamais consegui. Tenho 27 anos, ainda tento digerir traumas de infância/adolescencência e me pergunto todo dia o que eu ainda tô fazendo aqui. Não tenho nenhum objetivo, não sei o que eu quero e nada que eu faço melhora o que sinto. Não faço parte, não me encaixo. A sensação é de nasci na hora errada, não era pra estar aqui, esse mundo não é meu, não tem espaço pra mim. Dai as pessoas acham que você não tem direito a reclamar porque não passa fome e tem onde dormir, tentam te convencer que a culpa é sua, que você fraca, afinal, olha que mundo lindo, olha a felicidade ai, na sua cara, e você fica nessa de não querer pegar. Como se fosse assim, fácil. O que mais detesto são pessoas que nunca estão sozinhas, tem marido, filho, família, amigos, virem me dizer que na vida é a gente com a gente mesmo, que somos todos sozinhos e é preciso curtir sua companhia, se bastar. Logo elas, que não se bastaram, vem me dizer isso... Enfim, eu poderia dizer tanta coisa aqui, mas, agora vou resumir em um "você não está sozinha". Isso não vai mudar em nada sua vida, não vai resolver nenhum dos teus problemas, mas... é isso. Eis aqui mais um membro do time dos fracassados.

Abraço.

lalah disse...

eu não quero ser como toda a cretinagem que comentar escrotices aqui.
Mas vou dar a minha opinião. Infelicidade é uma constante na nossa geração, mas te considero um pouco acima dessa massa: tu já compreendeu e entendeu que está infeliz. Mais triste são as pessoas que vivem em negação.
Acho que o proximo passo é começar a agir. Daí a resposta é pessoal: seja se tratando num psiquiatra, seja voltando a morar no RJ, seja tendo contendo contato com pessoas mais fodidas que tu pra dar um senso comparativo filho da puta, enfim.
É preciso olhar pra frente, sabe.

Anônimo disse...

É tenso isso, das pessoas esfregando a felicidade na nossa cara mesmo sem querer. Seja a mulher dos 20 anos com dois filhos e 510 reais, ou a própria tulla luana que grava um video (mais uma vez) exalando felicidade porque virou embaixadora de uns joguinhos, que vai "trabalhar" de graça. Feliz porque VAI TRABALHAR DE GRAÇA. Até ela (nao desmerecendo mas devido aos fatos)conseguiu se encaixar. É ai que a gente nao entende mais nada e ve que tem coisas que a gente jura por deus que não merecia.

Noadia disse...

Nossa, sempre tive essa sensação de que nunca ficarei satisfeita.
Sempre estive numa busca semfim pelo encaixe, mas parece q meu encaixe é imperfeito!
Tbm invejo essas pessoas que se contentam, que podem ser felizes, dom esse que não possuo. Embora, nesse ponto terei de me juntar aos tais hippies que vc citou, pq na boa, acredito não nesse lance de felicidade. Não é possível isso existir e eu ter buscado tanto e nunca ter encontrado!
Gosto de te ler pq me sinto menos só num mundo de "vencedores"...deculpa, parece q a desgraça alheia me conforta.

Maeve Rêgo disse...

sinto como fosse ler vc pra sempre.
mas n vou. isso muda, pq né.
até bermuda!
até a surda-muda!

Thaís disse...

nossa, um dos melhores posts que eu li até agora.

A Treva disse...

Amiga...primeiro ponto...vc tá de TPM?
Segundo...a gente não pode esperar que os outros aceitem a gente...eu sei que é muito blá blá bláaaa mas é verdade...se a gente se aceitar como o que quer que seja (no meu caso louca e desvairada) as coisas fluem e eu adoro ir a lugares que o povo me olha com cara de pena...ou que vêm que eu não faço parte daquilo...e sabe pq? porque aí que está a graça da vida...tudo bonitinho e legalzinho não rola..tnete olhar por ai..blá blá blá..
Bjãoooooo

Sophia Pazos disse...

OMG!
Vim pelo link no blog da Lara Mello.
Adorei seu texto, pq é a mais pura verdade!!!
Vou ser bem sincera agora!!!
Pela sua descrição, me encaixo na primeira geração, mas com algumas alterações...por exemplo: eu não trabalho fora (isso já é uó pra sociedade moderna, neh? o fato de me REALIZAR sendo dona de casa assusta...)
segundo, ainda não fiz essas grandes viagens que vc falou...mas quero bastante...hehehehe
Acho que no fundo, no fundo todos querem ser vencedores e desfrutar de tudo isso, quem diz que se contenta com pouco tá é loko!!!
Mas saiba que exclusão tem em toda parte, vc sempre vai ser a excluída de algum lugar, sabe? Até vc assumir pra si mesma oque realmente quer e é prioridade em sua vida...dá um alívio quando começamos a viver pra gente e não para os outros...eu sempre vivi pensando nos outros, to numa fase totalmente egoíta agora...e penso que não posso reclamar da vida pq sou saudável, tenho um marido que me ama ( isso já é muito pra mim) e tenho uma casa confortável...mas HELLO, não sou perfeita!!! Tb tenho inseguranças, medos, planos, sonhos...sou dependente emocionalmente das pessoas, sou fria, anti social, socíavel, amiga, escrota...isso é aprender a viver!!! Nossa, filosofei pácas...hahahahaha...espero que tenha compreendido...não quis ser bossal, desculpe se fui...só quis expressar oq acho. Um grande beijo

Elis (ou não!) disse...

Ah, minha geração também.

A geração dos que sempre acham que são melhores que isso, que podiam coisas incríveis e não conseguiram nada além de consumir toda a sua inteligência na internet, consumidos por horas e horas na frente do computador. Sério, a internet é que destruiu nossa geração.

Rodrigo Berto disse...

speechless.

Morena disse...

Péssima essa sensação de estar deixando a vida passar
Não está na hr de tomar atitudes para ser feliz sem pensar nas conseqüências?!?
Beijos saltitantes
Bom restinho de semana

Andressa Reis disse...

Muito bom. Sinto muito isso em mim.

Flávia disse...

"Não vivo a minha vida, eu assisto a minha vida."

Sentia isso também, Patricia,
até que me falaram que eu nem vida tenho com meus 17 anos. Então, o que estou esperando pra chegar aos 20 e poucos? se é que não vou estar pior que isso, né. Enfim, nem acredito. Sou realista.

dear sarah disse...

Caramba, de verdade.. eu me pego neste momento atual da minha vida.
Eu decidi parar de assistir a vida que meus pais queriam pra mim e resolver fazer as minhas escolhas, sejam elas loucas sejam elas bem realistas.
Eu tenho muito medo sabe, eu tenho medo das consequências, tenho medo de não gostar delas, tenho medo do vir e do porvir.
Mas a verdade é que nunca estamos satisfeitos com nada, não sabemos realmente o que queremos dessa vida. Se está frio, queremos quente, se está quente demais queremos morno... Enfim, temos que saber viver com o que temos, pq essa é a sociedade o hall da onde vivemos, as pessoas nos chutam se não nos encaixamos. Eu só quero viver a minha vida, não quero me encaixar em nenhum grupo, quero viver o que é certo pra mim sem me importar com a opinião dos outros.

Você escreveu algo que eu já tentei muitas vezes escrever tambem, ja tentei me expressar dessa forma até mesmo com meus pais.. Enfim! Está de parabéns, vim ver teu blog à convite da Lara. E não me arrependo, esse canto é bom demais!

bjs flor.

Leandro disse...

Este texto me define. E choro...

Anônimo disse...

Sabe... eu nem a conheço e já gosto de vc. Posso colocar o que eu acho?(rs) Acho que vc tem que "se permitir" mais, Patrícia. É isso. Vc precisa conhecer coisas novas, pessoas novas, novas ocupações... Penso que o fato de estar longe de casa já é brabeza demais. Reflita assim: -O que eu posso fazer prá mudar/melhorar a minha vida? Busque alternativas. Saia da zona de conforto, de inércia. Creio que o fato de já ter se decepcionado tanto, te deixa na prevenção de que vai dar errado. Mas tem que tentar! Se der errado, tenta de novo! A vida é assim mesmo: É aprendizado. Ou vc acha que o sujeito que tem família/férias/viagem/jantares e etc é 100% feliz? Né não! Todo mundo tem que correr atrás... caindo e levantando, mas TENTANDO ser feliz.
É isso que eu acho. Acredito que se mudar a sua postura diante da vida era sorrirá prá vc. Pode acreditar! Um beijo e seja feliz. Mari.

Dee disse...

Se eu escrevesse um diário, seria isso aí ó.

Nem sei o que mais me define.

Beta disse...

Não costumo comentar seu blog, mas leio tudo sempre.
Mas hj em especial identifiquei-me com seu sentimento.
O engraçado é q quando eu me senti vazia como vc eu tinha um casamento perfeito, um emprego com estabilidade, me preocupava com a drenagem linfática tbm, tinha e tenho uma filha perfeita, tudo no seu lugar e não tinha a tão sonhada felicidade. Nem prazer de viver.
Como vc disse, está ligado em como vc vê a vida e não ao q vc tem ou não tem.
Acho necessario esse vazio, pq ele incomoda e nos estimula a preenchê-lo.
Eu preenchi meu vazio, quer dizer, ele foi preenchido, achei q ter outro filho seria minha salvação e hj eu tenho um menino com qse 3 anos q é autista. Ocupo todo o meu tempo, praticamente todas as minhas preocupações com ele.
boa sorte.

Cátia Cavalcante disse...

Esse texto poderia ter sido escrito por mim....Pq com a merda de 34 anos, eu me sinto exatamente igual.......E as vezes penso que vira uma fada mágica e tudo vai mudar.....Mas ela nunca vem (essa infeliz)...
Adoro o seu blog...

Cátia Cavalcante disse...

Esse texto poderia ter sido escrito por mim....Pq com a merda de 34 anos, eu me sinto exatamente igual.......E as vezes penso que vira uma fada mágica e tudo vai mudar.....Mas ela nunca vem (essa infeliz)...
Adoro o seu blog...

A Fênix disse...

Colega, tô contigo. Já tentei achar vários motivos pra essa coisa toda e claro, não encontrei nada q me respondesse ou me desse uma luz. Então o negócio é esse, ir até onde der.

Arquitetando Palavras disse...

a vida é uma causa perdida!

Thays disse...

Tradução perfeita da "Geração Canguru"!
Não pude evitar pensar algo como: "Cara, eu poderia ter escrito isso..."

Isso poderia nos deixar mais feliz por não ser um problema propriamente individual, mas... não. Isso *também* não nos deixa mais felizes.

Robson Assis disse...

sou excluído por não ter visto Dawson's Creek?

"Eu só queria algo que me encaixasse"

perfeito.

lu disse...

oi patrícia. no fim se setembro entrei aqui por acaso e desde aí, sempre leio o que você escreve. na verdade já fiquei uma tarde inteira lendo os posts antigos, porque cara, minha vida é muito igual. isso, inclusive, me incentivou a criar um blog para desabafar, já que falar com as paredes não estava mais dando resultado. sei que parece psycho mas não. é que sempre achamos que somos os únicos com a vida cu e ler a sua história e opinião deram um gás para não desanimar. não te conheço mas gosto de você por similaridade de idéias. besos.

Kari disse...

"Quando você frequenta os circuitos de cinema alternativo e mesmo lá você consegue ser excluído. Você é excluído pelas pessoas que gostam do Bergman."

Vc escreveu minha vida em duas sentenças. Viva geração L(oser)!!!

KK disse...

QUE SURPRESA, ACHEI QUE "VOCES" FIZESSEM PARTE DA GERAÇAO KENAN E KEL.

Emanuella disse...

Com 23, acho que tô fazendo parte dessa geração também. Mas quero muito mudar isso. Tive uma época de ouro, e as coisas começaram a ficar escuras.

Raquel C., primeira disse...

minha vida é um eterno "opa, não era isso, desculpa".
nunca é "isso". mas já *não foi* tanta coisa, que eu acho que nunca vai ser nada. sabe? um eterno me encantar-apaixonar-desapontar-querer morrer no espaço de um minuto. e depois começar tudo de novo. o tédio, a tristeza, o "não, não era bem isso, não era assim". e eu também nem queria grandes coisas, hein. só queria algo que fizesse sentido. que significasse.

mas se nem eu faço sentido, os parâmetros ficam meio confusos.

Ca disse...

Hoje você foi fundo, tão fundo que vai me fazer dormir - se eu conseguir- pensando naquilo que tento o dia todo esquecer, porque senão enlouqueço... rolou um reconhecimento imediato, que chegou a doer....

'Lara Mello disse...

Hoje é a 5° vez que passo por aqui e chorei em todas, tenho passado por um momento de minha vida que só você mesma para descrever..Somos excluídas nada anônimas desse mundo..Pense nisso! Bju

Gabriela Marques disse...

Acho que em determinadas fases da vida vem esse sentimento de vazio, essa vontade de pertencer a algum lugar, e não há nada a ser feito, você não pode fingir que pertence a um lugar ou outro, a verdade é que não pertence a lugar nenhum mesmo, o que resta é ficar na torcida esperando tudo isso passar. Sei exatamente o que é isso e me senti como se estivesse lendo algo que foi escrito sobre a minha pessoa.

Anônimo disse...

" Não vivo a minha vida, eu assisto a minha vida.Como alguém que vai ao cinema e não tem o menor controle sobre o filme. Sinto, não que falta uma coisa, mas que falta tudo."



ESSA É MINHA VIDA. Aos 25 e SEM NENHUMA pespectiva. Na segunda faculdae e sem trabalhar. Loser, esse é meu nome.
Infelizmente.


Baiana
=*

Anônimo disse...

"Não vivo a minha vida, eu assisto a minha vida. Como alguém que vai ao cinema e não tem o menor controle sobre o filme. Sinto, não que falta uma coisa, mas que falta tudo."

È assim que eu me sinto: como se estivesse faltando tudo!

A.C.

Flávia disse...

A vontade que tenho agora é de te abraçar.

Anônimo disse...

Garota! falou tudo! mas olha eu tenho bucado Jesus... sim é... esse vazio só poderá ser preenchido por Ele!

eusoqueriadizer disse...

Bom, eu sou uma pessoa q tenho um trabalho mto bom, ganho o suficiente pra me manter e fazer umas besteiras as vezes, namoro uma pessoa incrível, tenho uma família linda e perto de mim, estou fazendo outra faculdade e adorando, tenho amigos o tempo todo... E as vezes volto chorando pra casa sentindo falta e sofrendo por uma série de outras coisas q na hora são importantes pra mim...

E com tudo isso aprendi uma lição: A GENTE NÃO DÁ VALOR.

É mega brega falar isso, mas eu me sinto no total direito de ser brega agora: Tem MTA gente pior, q consegue ver cor ainda...

As vezes a gente gosta de sentir dor... e aí q mora o perigo, pq nos acostumamos a isso e nos tornamos pessoas amargas.

Não estou falando apenas de vc, mas de mim tb...

Fique bem! bjusss

Anônimo disse...

Ah meu, to cansado de ver vc reclamando da vida. Vai procurar ajudar uma comunidade pobre ou ver as misérias humanas ao seu redor. vc TRABALHA, TEVE OPORTUNIDADE DE ESTUDAR, TEM MÃE, TEM COMIDA, pára de ficar se lamentando!!!!!!!
Acho q as vezes a gente sempre lamenta, mas já deu pra vc.
Ou vc se trata, ou valoriza vc e sua vida ou vai se estourar de comer, ou se mata logo, a escolha é sua e ninguém vai estar nem aí. sorry, é a verdade.

A disse...

SÓ NAO DEPRIMI PORQUE NASCI PRA BRILHAR. brinks =(

Anônimo disse...

Patricia:
Leio o seus textos,leio os comentarios da galera,e comento tb.vi 56 comentarios marcados e vamo lá,não ]sao todas essas pessoas pau-no-cu e zé-bucetas,por né,o que percebo aqui é que vc se refere as pessoas como idiotas,burros,inferiores.Menos vc.E a galera sempre falando" te entendo" "te admiro", só coisa legal.Um e outro sem noção mas normal,normal demais.
Vc não se encaixa em nada pq está no lugar errado. foi procurar justificativa pros proprios erros que cometeu num passado recente. é extremista,dramatica até doer, lamenta a propria exitencia e fala mal de todo mundo.
Nada tá bom.ninguem é legal.só vc.
Aqui é O SEU BLOG nada mais honesto do que falar sobre vc.acho digno.Mas o que acho indigno é vc se boicotar dessa forma,se negar até o ultimo,desejar a "felicidade enlatada" e dizer que tem inveja de "tulla luana".
Tá assistindo a propria vida pq tem medo de viver.

Senhor F disse...

esse ano passei por um monte de situações chatas, que até são bobas comparadas as que você passou. Mas foi suficiente pra aprender o quanto é irritante você estar afundado numa realista/pessimista das coisas, e nego ainda vir dizer CALMA VAI DAR TUDO CERTO. As pessoas dizem que vai dar certo, mas vc não ve dar certo. É uma merda.
Por isso nem sei muito bem o que comentar. Não sei que palavras usar pra fazer vc se sentir melhor.
Pelo menos vc pode ter certeza que nós, seus leitores e admiradores, estaremos sempre aqui para afogar nossa mágoas virtualmente. Sempre!

carol disse...

puta post bom, tenho nem oq falar. MINHA VIDA.

Camila disse...

Acho ridiculo nego vir aqui e ficar queredno dar conselhos pra vc!! A vida é tua, o blog é seu e vc escreve aqui o q vc quer porra, quem nao gosta nao le, simples assim!
Nem preciso falar q me identifiquei demais com esse texto, afinal sempre me identifico com o q vc escreve por isso entro aqui todos os dias!
Mas fiquei boba de ver o tanto de pessoas q tb se identificaram com o texto... é bom saber q existem varias pessoas como nós por ai!

Natasha disse...

bom, vc falou que não concorda com a frase: "felicidade é utopia" (o que eu citei no ultimo comentário)e eu aceito isso, afinal, todas as percepções da vida são diferentes de pessoa pra pessoa. Enfim, seu blog se tornou um espaço onde as pessoas comentam a respeito de sua vida quase inteira e alguns comentários podem ir, sem querer, pro pessoal (o que ralmente não foi minha intensão, só disse o que acho pra 'minha'vida).
Bom, eu acho q não faço parte dessa geração fracasso. Minha geração é uma após a sua, tenho 20 anos, estudo em boa faculdade, trabalho desde os 15, vivo bem, saio e me divirto (e todo esse bla bla bla horrivel) e quase todos da minha idade à minha volta vivem essa mesma vida. Sou da geração que sentiu a falta de movimento da sua, talvez. E mesmo assim, pra mim, o conceito de felicidade não muda. Geração x, y, z, pra mim, não muda tudo o que a Fernanda Costa disse alguns comentários acima, concordo muito com o comentario dela. Não vou me alongar mto mais... beijos

Natasha disse...

ps: concordo com o primeiro parágrafo que a Fernanda escreveu, pois apesar de admirar (por isso leio o blog) a crueza com que vc escreve, não me identifico com sua vida a esse ponto.

Luciana Matos disse...

Então Patrícia, pra mim o buraco é mais embaixo.
Felicidade: Sentimentosinho altamente manipulado por todo mundo, uns dizem que são felizes só pra parecerem bonitões e de bem com a vida, outros dizem que não são felizes só pra parecerem deprimidos e gerarem aquela peninha da sociedade, querem colo.
E há aqueles que ousam se perguntar que porra é essa de felicidade que geral quer? O que que é ser feliz? Aí tu chega a conclusão de que esse conceitosinho de felicidade que tá aí (carro, casa, e comercial de margarina) não te satisfaz. Neguinhos te olham como se tu fosse aberração.
Felicidade pra mim é uma parada que nem existe se tu quer saber. Vai ser sempre aquela coisa inalcansável, que move o ser humano na busca por mudanças. Se todo mundo acordar amanhã felizão como é que vai ser? Além de mó chatice, acabou o mundo. Ninguém mais cria nada, o mundo não se move. O que move o mundo é a "infelicidade".
Mas é aquilo né, pode até não haver felicidade completa mas há muitas coisas que nos deixam bem. A vida é tão curta cara, pelo menos atrás dessas pequenas coisas boas a gente tem que correr, senão é melhor deitar num sarcófago e morrer.

b. disse...

seu texto foi um tapa na minha cara.
é exatamente assim que me sinto, beirando os 30, sem a menor idéia do que vou fazer da vida, e procurando, procurando, procurando...

Luciana Matos disse...

COMENTÁRIO CORRIGIDO.
Então Patrícia, pra mim o buraco é mais embaixo.
Felicidade: Sentimentosinho altamente manipulado por todo mundo, uns dizem que são felizes só pra parecerem bonitões e de bem com a vida, outros dizem que não são felizes só pra parecerem deprimidos e gerarem aquela peninha da sociedade, querem colo.
E há aqueles que ousam se perguntar que porra é essa de felicidade que geral quer? O que que é ser feliz? Aí tu chega a conclusão de que esse conceitosinho de felicidade que tá aí (carro, casa, e comercial de margarina) não te satisfaz. Neguinhos te olham como se tu fosse aberração.
Felicidade pra mim é uma parada que nem existe se tu quer saber. Vai ser sempre aquela coisa inalcançável, que move o ser humano na busca por mudanças. Se todo mundo acordar amanhã felizão como é que vai ser? Além de mó chatice, acabou o mundo. Ninguém mais cria nada, o mundo não se move. O que move o mundo é a infelicidade.
Mas é aquilo né, pode até não haver felicidade completa mas há muitas coisas que nos deixam bem. A vida é tão curta cara, pelo menos atrás dessas pequenas coisas boas a gente tem que correr, senão é melhor deitar num sarcófago e morrer.

Marina G. disse...

Machado de assis descreveu bem essa vibe em Dom Casmurro, sabia?

E Patrícia, eu tambpemn não passei da primeira página de Ulysses. Relaxe :D

torço por ti, porque não tem o que te falar. beijos.

Patrícia disse...

Tenho casa própria. Quitada. Carro semi novo. Importado. Contas pagas. Ganho mais (bem mais) que 510 por mês e tenho UM único filho prá sustentar. Fui casada durante doze anos, casamento ruim, separamos... Não tenho grandes problemas financeiros e quem me "vê de longe" pode até pensar que sou uma "não-loser"... Tsc tsc tsc tsc... Não sabem de nada...
Minha vida é uma meeeerrrrrda...
E seu estivesse abaixo da linha da pobreza seria uma merda também, e se fosse solteira, ou mais jovem, bem comida, mal comida, não comida, talvez uma merda mais light, mas, anyway...
Qual o sentido da vida?
Qual??????
Ando pensando seriamente, depois do meu filho criado (ele tem treze), acho q vou virar zen budista, raspar a cabeça e viver num mosteiro...
Abraço apertado prá você!

Anônimo disse...

Vc se sentiria melhor se soubesse que não está sozinha com essa porra de sentimento???Não né...eu sei.Se algum dia passar isso,compartilhe ...

Anônimo disse...

Eu li seu texto assim que vc publicou, mas não consegui comentar. Aliás acompanho o seu blog faz tempo e nunca comentei. Gosto dos seus textos, da sua fala ácida, mas este seu texto "geração dawson leery" foi o ápice da sua escrita até agora. Na minha opinião, claro.
Um dia antes de ler seu texto, escrevia para uma amiga justamente isso que vc colocou: a sensação de só assistir a vida, esse vazio e essa sensação de "o que vim fazer aqui?".
Me comovi com o seu texto. Foi como um código de uma fraternidade.
Compartilho com vc a mesma sensação. E triste é que o povo legal, equilibrado, com família e que vai a missa no domingo, não entende a gente.
Ninguém consegue visualizar, pq é só a eterna frase "mas vc está viva". Sim, eu quero viver pq vou contar um segredinho "só tenho essa vida e não acredito no céu". Só queria aproveitar melhor esta vida.
Só queria fazer parte de algo. Tipo ser aquela pessoa que nasceu para ... (insira o que vc quiser) e ir atrás, acreditar e realizar o seu desejo.
Me falta propósito.

Rodrigo disse...

Li sua postagem por meio do RSS de uma amiga no Google Buzz, e assim que terminei começou a tocar "Everybody Hurts" do REM na rádio do iTunes.

Não sei o que escrever. Seria curioso se a vida fosse mais parecida com um sitcom de 6 amigos...

Abs.

Anônimo disse...

Patrícia.. eu estou lendo há dias sem saber o q te dizer. Não tenho comentado...
Uma pq vc fala muito de 'a fazenda', e eu não acompanho, então.. not.
Duas pq vc tem estado tão triste, tão mais triste q eu, q aí eu já não me identifico e deixo de falar, pq estaria sendo hipócrita se dissesse q te entendo.
.
Eu conheço gente q ganha 500 reais e é feliz tb. q mora em comunidade com tráfico e q é feliz tb.. tenho uma conhecida q estuda dança comigo, ela se tornou recentemente passista de uma grande escola aqui do RJ. Mora no cu do mundo, numa casa super humilde, vive de dança e ganha super pouco. Daí q leio no facebook dela hj: 'quero viver a vida ao máximo! sou feliz pq mereço!'. Taí uma frase q não achei auto afirmação, vi muita verdade ali. Ela é feliz.
.
Pq vc tb não pode ser, ganhando beeem mais q 510? Adoro vc, não gosto de vir aqui e ler comentários arrogantes pra ti, mas eu realmente avho q já tá demorando pra vc procurar um psicólogo. MESMO! Já tá num grau difícil até pra quem te lê. Pelo menos no meu caso, eu fico aqui sofrendo junto. Queria tanto um dia chegar aqui e ver q vc se deu uma chance! Ler q vc foi feliz. Vc merece, aceite q vc merece! Pare de não aceitar o q taí pra todos.
.
Eu te acompanho desde quando vc ainda morava aqui no RJ.
.
Quero q vc vença! =D
.
Janah.

Anônimo disse...

Vc disse o que eu sinto e nem sabia que sentia. Não sei se te agradeço por fazer a minha ficha cair ou achar péssimo o que escreveu por me fazer ver a minha realidade.

Emeline disse...

Bem, eu sou mais uma que achou teu blog por acaso, se encantou com teu jeito de escrever e por isso foi ler teu blog desde o comecinho, de cabo a rabo... Já ri muito aqui, já chorei, já me revoltei... E hoje vim aqui pra te dizer: mocinha, sai dessa! Seu texto está ótimo e foi muito bem escrito (no teu caso, normal), o blog é teu e tens mais é que desabafar mesmo, creio que seja uma ótima válvula de escape, mas cansei de te ver nessa vibe se conformando com o título de looser sendo que nem 30 anos tu tens ainda. Olha, eu também já vou fazer 30 anos, já comecei 2 faculdades e não terminei nenhuma, já fiz muita burrada, várias vezes me perguntei qual o sentido da vida e pra que viver, afinal, viver parece dar tanto trabalho... Até que me dei conta de que as coisas só começam a acontecer quando a gente se mexe, quando a gente tem disciplina, quando a gente não se deixa dar por vencido e corre atrás, tem persistência, que ficar na inércia, só reclamar e se conformar não vai nos levar a lugar algum. É claro que ocorrem situações na nossa vida que estão fora da nossa alçada. Mas tem muita coisa, sim, que depende da gente. A vida é feita de escolhas, clichê, mas é pura verdade. Inclusive não fazer nada já é uma escolha. E toda escolha tem suas consequências.
Esse vazio que surge na gente, essa tristeza, essa inquietude é pra fazer com que nos perguntemos o que realmente queremos pra nossa vida, é pra que nos movamos em busca de algo novo.
Tantas vezes já li aqui tu comentares que é obesa e até caçoares da própria condição. Isso te incomoda? Se te incomoda, por que não tomas uma atitude? Tu dizes que não gosta de suar e tal... É um saco mesmo suar quando estamos indo pra algum lugar e chegar no local toda grudenta. Porém, já que tu gostas tanto de seriados, por que ao invés de assistí-los comendo, tu não os assiste caminhando em uma esteira? Tá em casa mesmo, depois é só tomar um banho. Enfim, isso foi só um exemplo que eu quis pegar de que, muitas vezes a gente não precisa de grandes mudanças em nossa vida, o que faz a diferença são pequenas atitudes e mudanças de hábito e constância nas nossas decisões.
Não deixe o comodismo te vencer... Se pergunte o que realmente tu queres pra ti, se desafie, se supere e lá na frente colha os frutos do teu sacrifício, larga esse status de fracassada e passe a ser uma vencedora!
Não sou perfeita pra ficar aqui te dando conselho, bah, tô longe disso! Além do mais, dizem que se conselho fosse bom a gente não dava, vendia, né... Hehehe. Só estou tentando te dar uma sacudida e, mesmo não te conhecendo pessoalmente, não quero ver tu jogando tua vida fora. Tu és tão jovem ainda... Quer fazer uma faculdade? Por que não? Ainda dá tempo! Poxa, tem gente que se forma em medicina com mais de sessenta anos... Mas faça se for importante pra ti, não pelos outros. E caímos de novo naquela história: é importante achar o que de fato tu queres pra ti e pra tua vida. Identificado os teus reais desejos, aquilo que realmente tu queres e não o que a sociedade exige de nós, foca neles e corre atrás, faz acontecer! Talvez tu precises mesmo do empurrãozinho de um profissional, dá uma pesquisada por um(a) terapeuta bacana.
Bem, já me alonguei por demais e vou parar por aqui.
Força, guria! Tem um bocado de gente torcendo por ti.

Anônimo disse...

Você é uma linda.
Modifique-se.

Patrícia, você não tá existindo.
Respira, exista.

Força, luz, foco, compaixão, sorte!

Ellie disse...

ou seja, desventuras em série.

Anônimo disse...

"O melhor aço tem que passar pelo fogo mais quente."

Bill Falcão disse...

Vim parar aqui navegando e, Cacilda!, li todas as postagens, coisa que não faço em um blog há muito e muito tempo. Não acompanho A Fazenda, nem Reality Show algum, mas este post aqui é uma "pequena" (no tamanho) obra-prima. Com a sua permissão, gostaria de, futuramente, republicar em meu blog. Que trata dessas coisas aqui também, mesmo que seja de um jeito mais irônico, ou sarcástico. A vida é a mesma. Muito parecida.
E um bjooo!!!

Marcella disse...

Não sei o que é pior. Ler e entender tudo o que você sente ou olhar isso por fora.
Esses dias assisti Glee, e o Kurt falou sobre isso, sobre se encaixar em algo, sobre como é difícil não se sentir parte de nada! E tem dias que acordo e tenho essa mesma sensação, de ver todos vivendo e eu de platéia. Só espero que sejam dias passageiros, Patrícia, e que possamos sentar e sorrir como uma grávida que sobrevive com um salário mínimo e é feliz!

Você é sim uma guerreira. Não deixa esse escudo cair!

um beijo.

** Lê ** disse...

Puts Patricia!
o melhor texto que li por aqui.
E não importa se todo mundo diz isso nessas alturas da vida!
E se somos muitos vivendo solidões iguais!
Talvez seja palhaçada mais uma pessoa aleatória dizendo algo sobre sua vida sem sentir o gosto real dela!
Mas teu lugar mulher, devia ser na escrita!
Porque se 700 pessoas estão interessadas e gostam do que você tem a dizer, torne isso teu prazer! e se entregue... a busca talvez não acabe, mas na história que você conta a protagonista já é você! Nada de assistir! Viva... porque de tudo que leio por aqui, Cara! Você merece muito!
(mesmo que algo em mim diga que você não acredita mais nesse tipo de linha eu vou continuar torcendo pra que um dia você consiga entender isso!)



Força!
;]

Didy's disse...

Faço coro: QUE VAZIO È ESSE?

Anônimo disse...

Patricia

Acompanho o seu blog há pouco tempo, me identifico com algumas coisas, com outras nem tanto, mas me impressionei com este post seu.

Fiquei dias pensando em coisas que vieram à minha cabeça depois de ler o que você escreveu, sobre "se encaixar em algo".

Eu sofri durante alguns anos por não me encaixar também, não me achava patricinha, não me considerava nerd, também não era da turma da academia ou qualquer outro "grupo pronto".

Porque se pensarmos na nossa sociedade, é isso, um monte de tribos e cada um tentando achar uma pra se identificar. E o que você faz quando se identifica com uma coisa de uma, outra de outra e no final não faz parte de nenhuma?

Acho que a resposta é, simplesmente, assumir que você não se encaixa. Assumir que é assim e pronto. TIRAR PROVEITO DISSO. Afinal, você não deve satisfações da sua vida pra ninguém. Ninguém paga as suas contas nem sabe como você se sente. Portanto, por que ligar pro que os outros pensam?

Talvez você aí comece a perceber quantos te admiram simplesmente por não se encaixar.

É isso.

Se cuida.

L.U.V.I disse...

Assisto a minha vida... exatamente como me sinto. Trocaria de vida com qualquer ser que vejo diariamente no metrô.

Sheila disse...

Muito que bem... Acho que td mundo tem um pouco disso, eu tenho, tenho dias vazios, deprecivos, dias que acho que vou explodir de contentamento e inúmeros dias nos em que chego exatamente onde planejei e vejo que não era isso e sigo para a proxima, porque a vida é isso, insatisfaçao constante, o que move o mundo. Agora discordo de vc, pra mim losers são os que não enxergam, são as gravidas de 20 anos com sorriso no rosto, elas são felizes por não ver o que vc enxerga... Alias para mim td é questão de rótulo, vc encara alienação como felicidade? Se sim, eu fico com a melancolia e acho que isso que vc sente não é infelicidade, mas noção de realidade e basta utilizá-la a seu favor, Socrates via isso, morreu por isso e não ouso afirmar que era infeliz...
Felicidade é estado de espirito interno, o que não significa viver conforme convenções, não se deixe confundir. Beijooo

Nana disse...

Patricia, pelo q leio eu imagino a merda que vc passa todo dia no trabalho, eu sei, pq tbem tenho esse emprego escroto, apenas consegui ir p um setor melhorzinho. Mas melhorzinho nao diz muito. A infelicidade continua. Minha mãe sempre diz q a ignorancia nos faz mais felizes e é a verdade, se vc não soubesse q pode ter outra vida, tbem ia ta ai feliz com um marido mediocre, 2 filhos e um salario de 500 reais. Mas sabemos que isso nao basta.
Não vou te dizer q passo o q vc passa, mas tive um ano péssimo, ate que eu admiti q precisava de ajuda, fui em busca de um psiquiatra e de uma psicológa. E não, ninguém me curou ainda, e nem to saltando de felicidade, mas sair de casa de manhã p trabalhar ja ta um pouco mais fácil.
Eu nem sei se vai me curar, outro dia eu contei p psicóloga q eu não gosto de trabalhar e percebi q ela nem soube o que dizer, como alguem nao gosta de trabalhar? Eu nao gosto, tenho um emprego, ele paga minhas contas, mas ele é um saco, sinto muito, mas ele não me dignifica! Não tem nem muito o que te dizer, eu te leio ha um tempão, mas não comento, mega preguiça. Espero q as coisas melhorem p vc. De verdade! Beijos!

Daniele disse...

Oi Patricia!
Sempre passo por aqui, mas talvez nunca tenha comentado. Fico chocada com as coisas que vc escreve pq às vezes parecem pensamentos roubados de mim... haha! Sinto coisas semelhantes, tenho essa profunda insatisfação, sensação de vazio, de me perguntar onde foi que eu errei pra hj ser essa pessoa que parece ter escarrado na cara de Jesus, diante de tanta coisa ruim que me acontece... E blablabla. Mas, bem... Sabe o que temos de melhor: o dom da inteligência e de sempre conseguir transformar os piores momentos e histórias em episódios divertidos (ao menos para os outros!). Ironia e inteligência juntas, e algumas outras qualidades que eu sei que vc tbm tem, não são dadas para todos pq poucos conseguem usar da maneira adequada. A gente pode sofrer, a gente pode chorar de solidão e incompreensão, a gente pode chegar no fundo do poço, enquanto a fulaninha já é feliz com seus dois filhos de 5 e 2 anos, pagando a prestação da moto, o aluguel e o sustento da casa com seus 500 reais. Mas o fato é que o que ela tem é muito pouco para nós. Queremos mais da vida. E MERECEMOS MAIS. Se vamos ou não ter, não se sabe. Mas não desiste de querer mais e buscar sempre pq eu não vou desistir!
Beijos

Cláudia disse...

Patrícia, você tem a capacidade de expressar o que você sente. Isso é bonito, importante e toca as pessoas! Velho, você é uma vencedora! Agora, se você está se SENTINDO paralisada, mexa-se! Se não consegue fazer sozinha, busque ajuda!
Beijo, fique bem!

Anônimo disse...

O seu destino é escrever um livro e ficar RICA! E pra uma Natasha que escreveu aí: a Patrícia é da mesma geração que vc, minha filha. Vc tem 20, ela tem 26, né? Então. Mesma geração. Beirando os 30 é exagero dela...

Vanessa disse...

Oi Patrícia. Vira e mexe comento, mas andava sumida. Olha isso que vc escreveu, igualzinho minha vida: participei de grupinho da Zona Sul, beck, bebidas. Não me encaixei fui parar no morro e baile funk também. Não me encaixei e também fico sozinha em cinemas alternativos. Eu achava que minha vida era uma droga porque era desempregada, agora tenho emprego e continua a mesma droga. Para completar, como você, estou numa cidade pequena e não tenho com quem sair, nem quem me comer e nem nada.
Eu já tive sonhos um dia, mas hoje sei lá, nada me dá ânsia de viver, sabe?
Se você achar alguma solução, me avise.
Beijos mil

Anônimo disse...

Tenho duas teorias acerca da felicidade.

A primeira diz que a felicidade vem da ignorância. Quanto menos você sabe, mais feliz é porque não precisa pensar em quão idiota é sua vida.

A segunda diz que ser feliz é mais ou menos como ficar com o braço levantado. Você precisa fazer força e escolher ser feliz (já que você pensa e sabe, tem que escolher ter pensamentos positivos). Mas as vezes cansa e você tem que abaixar o braço pra descançar, ou deixar de ser feliz até ter animo pra isso denovo.

Agora, essa geração suicida é fogo. Esse monte de música tenebrosa e fumacenta é fogo. Me lembra muito Alvares de Azevedo com seu romancismo de caixão.....

Tem uma tirinha dos malvados que mostra o malvadinho com uma caixinha cheia de mágoas. Acontecendo mais uma na sua vida, e com a caixa cheia, ele tem que libertar uma das mágoas que ele já tem, para poder guardar a mais nova. O malvadão zoa ele por ter escolhido uma mágoa boba, perto de tantas outras piores.....

rita disse...

eu li esse post no dia que ele foi publicado, li no dia seguinte, na semana seguinte. aí tentei parar de ler e seguir a vida. mas aí passou um mês e eu li de novo. e, desde então, toda vez que eu paro por um momento e analiso minha vida, eu volto aqui e leio de novo.
não é só vc. um monte de gente aí já disse que inveja o modo lindo como vc se expressa. eu nao invejo nao. eu agradeço. pq eu não teria conseguido sozinha racionalizar td que eu sinto e aí vc fez, e faz, direto, isso por mim. e aí me sinto mal, pq td o que eu consigo falar pra vc em troca é: não é só vc. enquanto vc escreve todas as merdas, suas e minhas, eu to aqui, torcendo por nós duas, pq é td o que eu consigo fazer. vai que dá certo...