domingo, setembro 13, 2009

santo graal da vergonha

Cara, essa semana eu achei o meu caderno de poesias. Da adolescência, saca. É um arquivo de word que Virgem de Guadalupe não me iluminou para perder nas inúmeras formatações de computador, porque eu sempre deixei salvo no email, daí baixava e pronto.

Só que fiquei anos sem abrir. Aquela coisa meio que-vergonha-do-que-eu-fui.


E como as poesias são ruins, sabe. Não tem uma que se salve.

Tem os clássicos, Chicleteiro I, Chicleteiro II até o XVI, onde Chicleteiro é o nome do cidadão. Entenderam? Trocentas poesias e com o nome dele.

Acho cafona.


Tem outra sensacional, que jamais postarei, mas pelo título você já sente:
Se Gabo me pedisse em casamento


E as palavras clichês? Infortúnio, ardor, destino, acalento, pranto.


Que pena da Patricia de 16 anos. Tantos sonhos. Ideia fixa de ganhar o nobel em 2043. Mas sem talento fica difícil, gata.

4 comentários :

guilherme disse...

"O meu pranto é ler esse post e pensar que talvez o destino me faça perceber que o ardor das minhas palavras de hoje possam ser imensamente bregas num futuro não tão distante. Te amo, porra!"

eu tenho vergonha de quem eu ERA. e um pouco de quem eu sou...

guilherme disse...

PS.

Gabo, who?

Ana disse...

Eu tambem morro de vergonha de quem eu era.

@guilherme: Gabriel Garcia Marquez? Bom, pelo menos eh o unico Gabo *dominio publico* que conheco...

Ana disse...

Eu mantenho distância de um caderno (sim, papel escrito pq, era uma casa muito erngraçada que não tinha computador, não tinha nada) que escrevia na adolescência. Faz fácil uns 12 anos que não abro. MEDO!
beijo