segunda-feira, junho 15, 2009

freeeeeeeeeeedom

Desde que eu vim pra cá, não passo um único fim de semana EM PAZ.

As pessoas têm uma necessidade do convívio social que é chocante. De modo que todo mundo aqui tem PENA de mim, pena porque eu estou só em casa em um domingo qualquer. Como se isso fosse a coisa mais difícil do mundo, ó, céus, vou me matar porque estou sozinha no domingo. Não passa pela cabeça dessas pessoas que EU GOSTO de ficar em casa, sozinha, sem fazer nada. Já tentei dizer "não me incomodo, é bom pra descansar", nego ignora o que eu digo e me chama pra todo-tipo-de-programa-possível. Invento desculpas, mas nego não aceita. Já fui em fazendas na região, já visitei a casa de todo mundo. E as pessoas dizem "vem conhecer fulano de tal". Gente, se eu quiser conhecer pessoas eu entro no bate papo uol, fica a dica.

Eu me sinto presa. Obrigada a fazer essas coisas. E ao mesmo tempo me sinto culpada, porque as pessoas só querem meu bem.

No último domingo, por exemplo, fui chamada para almoçar. Tomei meu banho e tals, quando boto o pé pra fora de casa, sinto a típica temperatura mato grossense de 100 graus celsius, tipo o almoço era a 5 quadras daqui, parece perto, mas a sensação que eu tinha é a de estar no meio do deserto do Saara e ter que cruzar a África a pé. Lá fui eu suar um Rio Amazonas inteiro, pensando coisas do tipo "será que o câncer de pele demora muito tempo pra se manifestar?".


Outro dia estava eu em casa, de sutiã e calcinha, quando alguém grita do lado de fora, boto uma roupa correndo, pensei que alguma coisa tinha acontecido e...

- Vem qui conversar com a gente.
- Ah, tenho que terminar um trabalho.
- Tá, mas vem aqui depois, viu. Ficar o fim de semana todo em casa é muito depressivo.
- Não, eu gosto.
- Gosta nada, menina, ninguém gosta, vem aqui depois.

Estão entendendo? SOU OBRIGADA A IR.

E lá fui eu. Ficar 3 horas sentada conversando assuntos super banais, quando a minha maior preocupação era voltar para casa, ligar o note, ver prision break e descobrir como Lincoln Burrows iria reagir ao saber que a mãe tentou matá-lo.

Sou refém dessas pessoas, ME SALVEM.

13 comentários :

vanessa disse...

eu já passei por essa fase. aí um dia falei que queria ficar sozinha mesmo, de forma convincente. hoje nego não me chama mais nem pra vender rifa. fui marginalizada. mas tá bom assim pra mim.

Ana disse...

Paty, não rola dizer que vc está cumprindo clausura por determinação religiosa, por exemplo??????
Risos....esse povo teme a Deus!
beijos

IARA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
IARA disse...

hahahaha
Viver num lugar "menos urbano" tem dessas coisas.
É dificil adaptar-se aos costumes da gente de cidade pequena, que ainda conversa na calçada, ouve rádio, sentam no muro no fim da tarde, fazem fofoca...hahahah
É bucólico qdo se vê de fora, qdo se é "passageiro" do lugar.
Viver no dia-a-dia acaba tendo seus inconvenientes.
É outra maneira de viver!

beso.beso!

Vinícius disse...

eu super me identifico com um paciente de House que tinha uma agorafobia das brabas e não saia de casa nunca. cameron perguntou o prq disso e ele:
-eu tenho tudo que preciso aqui.
e apontou pro computador.

taí uma verdade.

disse...

Falar não é difícil cara. Te entendo.

↯ Renaata. disse...

eu sou assim tambem, não tenho absolutamente nada contra quem sai e tal, mas qual o problema de vegetar o domingo todo em casa vendo filme ? Aindaa mais no frio que anda fazendo.
(:

Nessa disse...

Gente, era um cuh quando eu morava em predio e nego vinha fazer social. ODIO disso.

Beijo.

guilherme disse...

diga que está tendo problemas intestinais com frequência. Daí sempre que surgir um desses programas apele.

Ou diga que é cólica, ou afins...

Taynara disse...

Interior é pura diversão!!!! auhahahuauhauhauahhauahu

Há a opção de não atender?

Bjs,

Anônimo disse...

A receptividade e calor humano do MT são de dar nos nervos.
Sofri com isso tbém, ainda bem que voltei para o sul.

Suzana disse...

pUTZ VC É MUITO ENGRAÇADA!

Anônimo disse...

sacanagem contar spoiler, patricia. ainda bem que eu ja vi prison break todinha.