segunda-feira, junho 08, 2009

de volta ao halo de gelo

Quando eu era criança, ficava fascinada com aqueles bichinhos de luz, aqueles que ficam em volta das lâmpadas, que queimam as asas e por fim caem mortos no chão. Ao contrário da maioria das pessoas normais, que pensaria "que idiotas", eu só conseguia ter fascínio pela cena. Na minha cabeça, eles sabiam da morte, mas necessitavam da luz. E a necessidade é sempre mais forte que a razão.

Eu tenho mania de falar sozinha, de conversar durante horas a fio, sozinha, com o nada, com as paredes. E nessas conversas eu conto a minha vida, conto tudo, isso ajuda na hora de analisar e descobrir o porquê de muitas coisas.

Só não descobri sobre a calma e a leveza da vida. A satisfação. Pois quando tudo dá certo, ainda fico com esse vazio aqui dentro. Aquela pessoa que ganha o campeonato, que faz o ponto final, que faz o gol da vitória e entra no vestiário de cabeça baixa como se tivesse perdido. Essa sensação nunca passa. E por quê? Por quê?

Poderia falar tanta coisa aqui, poderia falar que não sinto falta das pessoas. Como hoje mesmo eu disse para alguém "a presença dos outros não chega a me incomodar, mas se não tem ninguém, dá no mesmo". Claro que poderia me alongar, mas não quero magoar ninguém.


14 comentários :

Patrícia disse...

Ave Patrícia Cheia de Poesia, que os bichinhos de luz te tragam alegria e possam acender sorrisos na sua alma de menina...

Lívia disse...

ensaiei mil comentários, mas nenhum ficou nem perto de ser digno pro post. nem esse é, obviamente.

foda demais. me vi demais. de doer no peito.

Anônimo disse...

Isso acontece porque estavam condicionados a se locomover tendo como referencia uma luz distante, por exemplo a lua a 90 graus. como a lua "acompanha" o bicho ele ia em linha reta. Com o advento das luzes artificiais, eles tentam fazer isso mas acabam entrando em uma espiral para manter a luz a 90 graus e morrem.
Abs.
Celsinho Sandoval

Larissa disse...

ola!!


sabe leio seu blog há algum tempo!! sou dakelas xeretas mesmo que entra no blog le quase todos os dias mas nunca se da ao trabalho de fazer um comentario, bem pois sou assim mesmo! mas depois desse post tive que comentar, parece que era de mim que voce esta falando... mas ai fazer o que neh! levantar a cabeça e procurar seu valor, seja consciente de que tudo irá mudar!! boa sorte

Natasha disse...

muito, muito bom

Sol disse...

Olha, não é puxasaquismo nem nada, nem é uma tentativa de obter comentários, mas eu tô passada em qto nossos textos se parecem... rs
Linkei seu blog essa semana pq parece que eu li meus textos (inclusive esse de descobrir a outra no Orkut maldito). Passa lá :)

vanessa disse...

amiga, eu converso tanto sozinha que eu sempre acho que já falei pras pessoas sobre aquilo. e foi só na minha mente ou pras paredes.

e sobre isso de dar no mesmo se não tiver ninguém, eu entendo tb. acho que no fundo é só com a gente que a gente pode contar mesmo. por mais boa vontade que a pessoa tenha, ela nunca será a gente, nunca sabe o que a gente passa... e às vezes nem toda compreensão do mundo faz diferença, né?

só espero que isso passe logo, que essa sensação de solidão é ruim demais pra ficar presente.

:)

Mainina disse...

massa...

luiz disse...

não sei como vim parar nesse blog, mas achei interessante sua história dos bichinhos de luz. em dia de chuva eu adorava olhar as asinhas boiando na água que acumulava no trilho da janela do meu quarto.


Tbm me chamou a atenção o post anterior, sobre sua lista "fossa". eu tinha uma parecida, chamava de lista "d". tinha love of my life nela(é masoquismo ouvi-la). eu nem tenho mais a lista, é ruim em dias "d" quando de repente o shuffle escolhe uma música feliz demais.

desculpa a intromissão.

luiz
lrbfarias@hotmail.com

Pat Rocha disse...

Me Ajuda a entender...

Me ajuda a entender
O que devo fazer ?
Não sei como agir.
Apesar da leveza
Apesar da paz
Apesar da calma

*
*
*
Sabe aquela sensação de estranho?
Ta aqui...
Pat Rocha - Diário de Bordo

É assim comigo... Quase que o tempo todo...
beijo
Pat

Mainina disse...

tá vendo? tá vendo???

:)

josue mendonca disse...

eu acho que amo a "calma e a leveza", mas necessito do conflito.

Anônimo disse...

Sempre leio seu blog, mas nunca comento. Sei bem como é essa sensação e te digo que ora passa e ora volta, mas é assim. O post tá exato. Me vi. Se te vale algo, parabéns. (:
Beijos.

Emanuella disse...

Vira e mexe eu sinto esse vazio imenso também.