quinta-feira, julho 24, 2008

Saldo da arrumação do armário

7 sacolas de lixo. 2 caixas com livros a serem doados. Diversas fitas de vídeo jogadas fora, porque digamos que eu não tenho mais vídeo cassete, né? O choque é saber que essas fitas ainda existiam, até fita K7 eu achei. Hoje em dia se você perguntar para um criança o que é k7 ou ela vai pensar besteira ou, se for nerd, vai dizer que deve ser alguma montanha, tipo K2.

As fitas de vídeo merecem um capítulo a parte. Eu fui muito fã do Leonardo di Caprio, têm trocentas fitas dele aqui. E tem uma outra exclusiva do Princípe William hahahahah, céus, como fui loser, eu gravava tudo que era reportagem dele nessa fita. Tem a clássica fita de sacanagem com filmes Emanuelle e cenas dos filmes da sessão Brasil na CNT, só pornochanchada, Regina Casé e o caralho. Tenho que fazer todo um esquema para me livrar dessas fitas, não posso dar o mole daquele pedófilo, Eugênio Chipkevitch. Guardei aqui no armário, quando for o dia do lixo, mais ou menos na hora do caminhão passar, eu deixo lá, numa sacola devidamente preta e lacrada. Volto rapidinho, espero que ninguém me veja.

Eu tenho uma enciclopédia inteira aqui. Alguém tem interesse? (email no menu ao lado). Não joguei fora porque fiquei com dó, mas se em um mês não aparecer ninguém eu coloco lá no reciclável. Quem usa enciclopédia impressa hoje em dia? Seu Astolfo do prédio ao lado? Vou ligar para alguns sebos, realmente fico com dó de jogar fora, afinal são livros.

Dezenas de revistas. Achei uma, nem lembrava mais dela, é um especial da vida do Che Guevara que eu consegui um autógrafo da Aleida Guevara, filha dele. Deve ser fantástico ser reconhecida sempre como filha de, mas enfim. Da Placar eu só achei uma, especial 100 anos do Flamengo, ou seja, uma revista de 1995. E eu tenho guardada. Choque. Aliás, o choque maior é saber que eu tinha a assinatura da Placar. É realmente bizarro que com o tempo eu tenha conseguido manter relações heterossexuais.

Tinha uma torre de computador aqui, tinha teclado e tudo. Tô começando a achar que meu armário é tipo aquele de Nárnia, sem fim e tal, que tem toda uma civilização ali atrás, porque não é possivel, é muito lixo. Senti uma vibe em mim daquela velha de São Paulo que tinha 2 toneladas de lixo em casa. Fiquei com medo. Mas não guardei por materialismo, guardei por preguiça. Lembrei que tem uns 4 anos que não arrumava o armário, e não 2 anos como eu disse antes. Porque quando me mudei, não arrumei mais, entulhei tudo ali (odeio mudar de casa) e nem perdi meu tempo. O resultado é essa coisa desastrosa, roupas que não uso mais, coisas inúteis. Bibelôs patéticos, presentes nunca usados. Podia ter uma família morando ali que eu nem ia perceber.

E o mais importante: não tinha nenhuma barata. deus existe, gente.

Update:
Estou espirrando horrores por causa de tanta poeira, tô quase fazendo o Gianecchini e me internando às pressas no São Lucas.

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