terça-feira, maio 06, 2008

Pontapé oficial

Acabo de passar todos os arquivos pra cá e de dar os últimos ajustes no layout, ainda falta uma coisinha ou outra, mas a base está aí. Três anos e com certeza esse logo de filmes já é outro na minha cabeça, mas não vou mudar por agora. Três longos anos. É tanta coisa que acontece na vida de todo mundo, na minha não foi diferente. Voltar a escrever, pelo menos aqui, sem nenhuma pretensão literária - sonhos de adolescência que vamos deixando para trás - é uma forma de registrar os acontecimentos, de falar um pouco mais. Um tempo atrás eu escrevi uma carta para um amigo e no final eu dizia que o meu maior medo era morrer e não ter ninguém que me conhecesse de verdade. Porque ninguém realmente conhece. E no último ano eu pude constatar isso claramente. Da forma como as minhas ações geram discórdia quando o que eu queria era justamente a união; a má interpretação das minhas atitudes por coisas que a mim são simples, mas parecem não ser aos outros (e claro que há uma razão, alguma coisa está errada se eu simplifico o que não deve ser simples); da forma como magoar as pessoas se transformou em uma constante na minha vida, e eu não sei o porquê, não sei onde começa, não sei por que o resultado das minhas relações sempre acaba com alguém ferido, alguém que eu amo e não queria de jeito algum machucar; o jeito de conduzir amizades, de enxergar nitidamente que a amizade só existe porque o outro lado faz um esforço, que se dependesse somente de mim, não existiria. Inúmeras vezes no último ano eu me peguei falando coisas que eram o contrário do que eu de fato pensava: "gosto de azul" eu falava, e no fundo eu gosto é de vermelho, e mesmo no momento de falar eu sabia que era uma mentira. E por que essa necessidade de mentir? De me esconder do mundo? De sempre tentar fugir de afirmações que revelem quem eu sou de verdade?

É um cansaço. Tem uma hora que você se esconde tanto, que o medo de ser achado faz você sair do esconderijo. Se é pra sofrer, então sofre logo. É isso, cansei de adiar. O que, de fato, é extremamente contraditório vindo de alguém que não coloca o próprio nome no blog.