domingo, janeiro 02, 2005

Reveillon 2005

A ida
Fila quilométrica na entrada do metrô da Sans Peña, como é a primeira estação da linha milhares de pobres como eu vão na esperança de poder sentar. Estou pensando seriamente em ir de ônibus na próxima vez.

Em copa
Cheguei lá 22:30. Foi muito bom, melhor que o ano passado, se bem que até as piores coisas possuem graça depois que recordamos... mas esse ano foi bom mesmo. O mais engraçado é que você se sente bem arrumado até chegar embaixo da sacada do Copacabana Palace e ver aquele pessoal todo só na beca, mulheres de vestido longo e brilhantes e homens de smoking, ali eu tive a certeza de que eu era ralé mesmo.

Os fogos foram uma merda, quem viu na tv sabe do que eu estou falando. Muita, mas muito fumaça mesmo, era tanta que eu pensei que fosse nuvem. Geralmente os fogos levam uns 20 minutos, ontem com 10 minutos a praia inteira estava coberta pela fumaça, eu não vi nem a cascata do Méridien e nem a cascata do Forte, tamanho era o fumacê. Bom, se eu quisesse ver fogos eu teria ficado em casa e a meia noite iria pra rua ver os fogos dos traficantes do Morro dos Macacos (favela aqui de Vila Isabel). O bom de Copa não são os fogos, são as pessoas, a zoação que se faz.

Eu já devo ter contado pra vocês que eu passo no posto gay, que fica em frente ao Edifício Chopin, e lá encontrei duas sub-celebridades:

1. Lacraia
Estava com uma blusinha prateada e com uma mini saia, um amigo meu disse que a viu se mexendo pra colocar o pênis pra trás (travestis fazem isso, serve pra esconder o pinto e ficar parecendo que não tem). Passou a noite toda com uma taça de champanhe na mão do lado de um bofe maravilhoso.





2. Eduardo, ex-Casa dos Artistas
Eu não vi a CA, mas sei quem ele era, aliás, um dos únicos dias que eu assisti, estava ele lá declarando seu amor para a "noiva" dele, era uma cena hilária, porque o Eduardo não apenas é gay, como é um gay com muita pinta de gay. Estava ele lá no ponto das bibas se divertindo horrores, passou na minha frente.




O show do meu posto foi da Elba Ramalho, que cantou um monte de músicas e nenhuma era dela, graças a deus.

Foi o primeiro reveillon que passo em Copacabana e não chove. Fui de sandália, o perrengue que passei ano passado de tênis e andando um monte na areia serviu pra otária aqui aprender. Agora só passo de sandália ou chinelo, qualquer coisa é só tirar e ficar segurando.

A volta
Desde cedo, ainda em casa, eu sabia que ia me dar vontade de ir ao banheiro, e então decidi que se a vontade fosse grande eu ia voltar pra casa, porque não uso aqueles banheiros públicos nem que me paguem. Lá pras duas da manhã a vontade foi aumentando e tive que ir embora. Aproveitei que um amigo também estava indo e fui com ele de metrô. Novamente uma fila quilométrica, que eu, obviamente, furei, todos estavam fazendo isso. Não ia ser babaca de respeitar uma fila que ninguém estava respeitando, é triste, mas se eu ficasse no final da fila muito provavelmente faria xixi lá. Dentro do metrô as coisas estavam calmas, a confusão só foi do lado de fora. Fim de linha, chego na Sans Pena e ainda tenho que pegar um ônibus que demora 20 minutos pra chegar (eu não moro tão mal que tenha que pegar duas conduções, eu poderia pegar um ônibus em copa mesmo, só que não estava afim de pegar sozinha com um monte de bêbado e gente molhada do mar). E esse trajeto todo é bom lembrar que eu estava com vontade de fazer xixi, desde que saí de copacabana as duas da manhã. Ônibus lotado, desço e vou andando calmamente até minha casa, quando de repente sinto que o xixi está querendo sair, aperto o passo e continuo andando. O desespero agora toma conta de mim por completo, penso "Caralho, eu não posso fazer xixi nas calças, meu deus, sou uma boa menina, não me faça pagar esse mico", uma situação de aperto total, seguro a minha vontade até o limite, chego no portão de casa, abro a porta e vou correndo para o banheiro, chego lá, o aperto é tão grande que nem consigo tirar a roupa. Fiz xixi nas calças dentro do banheiro, fiz xixi nas calças, com classe, mas fiz. Com classe porque ninguém viu. Céus, que mico!

Conclusão
Um começo de ano engraçado, incrível que mesmo com todos os perrengues ainda foi divertido. Copacabana, espere que no final do ano tem mais. A todos vocês desejo um ótimo 2005, que tudo dê certo no ano que já nasceu.