sábado, junho 19, 2004


"Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul ou violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos da angústia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois dentre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo;"

Lavoura Arcaica, Raduan Nassar