domingo, maio 30, 2004

Paixonites

"Cada cara representa uma mentira
Nascimento, vida e morte, quem diria"

Amor eu tive um só e dura até hoje. Acho que Amor nós temos Um só durante a vida, pode ser que eu descubra daqui alguns anos que não era amor, mas a certeza que eu tenho hoje é inabalável. Mas não é de amor que eu quero falar. É de paixonite, essas a gente tem um monte.

Eu tinha 5 anos na minha primeira paixonite quando comecei a gostar de um garoto também da mesma idade. Eu estava no jardim, na pré-alfabetização, não sabia nem escrever meu nome. Falando em nome, eu não lembro do nome dele, tenho até uma foto do moleque aqui em casa (aquelas fotos da turma toda que sempre tiram no final do ano). Eu era uma das meninas mais bonitas da turma - o que não significa nada, porque o futuro foi bem filho da puta comigo - e ele era o mais bonitinho. Só que ele estava dividido entre uma outra garota e eu. Todo dia na hora do recreio eu perguntava pra ele "Você quer me namorar? Quem você quer? Eu ou a Fulana?" e ele dizia "Não sei, eu gosto das duas", e eu "Mas você tem que escolher". Diálogo adulto pra crianças de cinco anos, não é? Mas aconteceu assim mesmo. Um dia ele escolheu, e escolheu a Outra! Daí veio a minha primeira decepção amorosa, com cinco anos de idade...

Lógico que depois do jardim eu nunca mais vi o moleque, mas tenho absoluta certeza de que ele virou gay (virou não é o termo correto, mas vou usar esse mesmo). Meu feeling não me engana e vendo essa foto da nossa turma, eu tenho certeza.