sábado, maio 08, 2004

Kill Bill

Kill Bill - Volume I é um filmeco daqueles de Sessão da Tarde, aliás, nem isso ele pode ser, devido a sua violência teria que passar no Corujão mesmo. É uma mistura de O tigre e o dragão com As Panteras.

Há apenas dois pontos bons no filme:
1. A trilha sonora (baixe todas as músicas, pois vale a pena)
2. A última cena

Nem vou ficar aqui descrevendo item por item dos pontos negativos do filme, porque são tantos que não haveria espaço. Mas três merecem ser destacados:
1. Erros escrachos de continuidade
2. Aquele desenho medíocre. Que porra era aquela? Provavelmente um agrado pra geração mangá.
3. O chafariz de sangue quando alguma cabeça ou um outro membro era cortado. Ficou totalmente idiota, me senti como se estivesse vendo um filme de terror dos anos 30.

Só não coloco o pé horroroso de Uma Thurman como um ponto negativo porque acho que atributos físicos não colocam em xeque a qualidade do filme, mas que o pé dela é h-o-r-r-o-r-o-s-o isso é. Praticamente uma visão do inferno, uns dedos tortos como eu nunca vi na minha vida, aquela mulher calça 44 e passou a vida inteira usando sapato 35.

Fui ver o filme totalmente desarmada, nem esperando pouco nem esperando muito. Eu acho que algumas pessoas têm uma mentalidade programada para aceitar tudo o que vem de uma fonte considerada boa. Exemplo: "Se é do Tarantino, então é ótimo", e isso é um completo erro. Se Chanel estivesse viva e tivesse feito um perfume com fragrância de merda, todo mundo ia gostar? Mas pra mim, as coisas não funcionam assim, se é um lixo eu falo que é um lixo, não importa quem tenha feito. O meu maior ídolo, o cara que é o exemplo daquilo que eu quero seguir, é o Gabriel García Márquez, ele é tudo pra mim, ótimo jornalista, um escritor formidável, excelente humanista, mas mesmo achando tudo isso dele, eu sei reconhecer quando ele erra. Já li um monte de livros dele, todos ótimos, menos um que foi uma porcaria, lixão mesmo, Relato de um náufrago, pra quem interessar (não leia!). A questão é: ele é meu ídolo, mas é importante manter um distanciamento na hora de analisar qualquer coisa, isso evita cair na armadilha do "se é de fulano, então é bom".