domingo, outubro 12, 2003

Universo finito e divagações

Eu estava pensando nessa coisa do universo ser finito. Isso mexeu comigo. Pensando sob uma ótica religiosa, ou pelo menos não-atéia, de deus existir mesmo e dele ter sido o criador do mundo, eu acho que ele realmente não iria criar um universo infinito. Se você cria algo, esse algo deve ter um fim, não é mesmo? Se nós nascemos, crescemos e morremos, deve ser assim também com o universo. A morte é um fim, o fim da matéria, mas mesmo assim é um fim, o universo seria então assim como nós. Eu não digo o fim com uma conotação de destruição e sim de um ponto onde ele não mais exista. Eu também penso na possibilidade de vários universos paralelos, um não entra no espaço/dimensão do outro, porque se há um final do nosso universo nós não podemos ultrapassá-lo (nem com mensagens psicografadas). Aí me vem a idéia de um deus onipotente e onipresente, ser supremo de tudo e de todos olhando por cima todos esses universos, o nosso como uma esfera de pentágonos unidos, um outro quadrado, um outro azul retangular, ou talvez todos sejam iguais: esferas de pentágonos unidos, todos existindo paralelamente e em cada um deles há uma Patrícia, em todos eles há uma pessoa igual a você, sendo você, com o mesmo pai e a mesma mãe. Ou então talvez haja uma escala marcando a superioridade de cada universo, um sendo mais evoluído do que o outro.


Eu não sei, isso realmente mexeu comigo.

E eu acabo de descobrir que não é preciso fumar maconha para viajar tão longe.