domingo, outubro 05, 2003

Rindo da morte alheia

Eu sei, eu sei que já passou, mas só agora eu me lembrei de comentar. Se dizem que agosto é o mês do desgosto, setembro é o mês da redenção. Charles Bronson se foi no final de agosto e Elia Kazan no final de setembro, muita coisa boa em menos de um mês não acham?

Eu confesso que quando eu soube da morte do Charles Bronson eu me senti até culpada, porque eu nutria por ele uma antipatia colossal desde a minha infância quando eu não tinha internet e perdia o sono nos domingos à noite, pois é, já viram o que há na tv no domingo à noite? Filmes do Charles Bronson. Filmes péssimos do tipo mata-um-a-cada-segundo. Esse homem era o maior ídolo da campanha armamentista dos States, vocês tem noção? O ícone morreu! Hahahah

Já o Elia Kazan também não fica devendo aos meus maus sentimentos. Estava eu tranqüila e triste dentro de casa vendo o jornal nacional e o que eu vejo? A morte do homem, passou aquela cena do Oscar onde metade da platéia ficou sentada e de cara fechada (é, os americanos também tem seus dias de glória mental) e ele velhinho e caquético entrando no palco todo sem graça, mas dessa vez eu ri mesmo. Adeus tristeza, bom dia alegria.

Será tão ruim assim rir da morte dos outros? Nesse ano já foi o Roberto Marinho, pedir para os caras lá de cima (ou seria lá de baixo?) levarem o ACM e o Pinochet seria pedir muito, não acham? Eu nem falo do Bush porque já perdi as esperanças dele morrer, é tipo imortal, esse daí eu acho que vive mais que o Havelange. De modo que quando ele se for, eu já não estarei mais aqui.