terça-feira, maio 21, 2013

choque de realidade

Esqueci de trocar o dinheiro e fui pra faculdade com duas notas de 50 reais. Tinha que comer e tirar umas xerox.

As cantinas não tinham trocado. A xerox, muito menos. E nenhum estabelecimento aceita cartão.

Fui pedir na turma. Ninguém.tinha.dinheiro. Virei motivo de piada com nego dizendo "gata, se eu tiver 2 reais é muito".

domingo, maio 19, 2013

liminha


Sabe aquele mala que era tipo um assistente do Gugu, o Liminha? Aquele cara que tem por ofício animar a galera, só que não? Não passa de um chato que tá ali apenas porque você não quer ter o desconforto de comprar uma briga ao dizer "amigo, tu é chato pra caralho"?

Então, tem um Liminha na minha turma da faculdade.

Preciso voltar no tempo, em março, no início das aulas. A maioria dos calouros falta na primeira semana para fugir do trote, eu fiz questão de ir porque sei que é exatamente na primeira semana que os laços de amizade são criados. Não queria participar do trote, mas se todo mundo participasse, eu não seria a única a dizer não. Graças a deus, grande parte da turma não participou. Só uma pequena parte foi para o trote e assim seguimos a vida. Inclusive foi super leve, mas né, idade: não temos.

Eis que na segunda semana aparece uma galera nova e entre eles, Liminha, visivelmente deslocado.

Começou a adicionar todo mundo no facebook, embora pessoalmente não dissesse uma palavra. Fala mal de tudo no facebook (quem sou eu) e outro dia soltou a pérola do orgulho hetero, não deu 1 minuto e eu postei aquele tweet que rodou o twitter dia desses:

Torta de climão é pouco.

O tempo passou, Liminha era isolado por todos porque:
1) É chato pra caralho
2) Nego não curte ele no facebook.

Semana passada, vem a reviravolta. Liminha surta no grupo do FB, diz que precisa falar com a turma no dia seguinte e solta a célebre frase que virou piada em tudo que é canto: "SOMOS UMA TURMA E NÃO GRUPOS ISOLADOS".

HAHAHAHAHAHAHAHAH

Ai gente. Sério. Pessoa com 20 anos na cara, querendo dar lição de moral numa turma de faculdade. Ele pensa que isso aqui é ensino médio? Qual o próximo passo, reclamar com o reitor da universidade?

Daí uma das meninas, que, visivelmente, ele quer pegar, começou a dar trela nessa coisa e agora ele usa a menina dizendo "Eu e Fulana achamos isso e isso". Como se a Fulana fosse a extensão do que ele pensa. No final de uma aula, ele foi lá na frente falar sobre a importância da integração e blablabla, todo mundo com aquela cara Q, porque já está todo mundo integrado com seus grupos (coisa super normal, afinidades etc), menos ele. Falou que temos que sair fora da faculdade, quando rysos, todo mundo já sai, menos ele. Para evitar a fadiga ninguém chega e diz "gato, menos". E então, como ninguém disse nada, ele se autointitulou líder de todos nós para "agitar as paradas".

Rir: só o que me resta.

sábado, maio 18, 2013

sou prática

Fui fazer a escova definitiva no cabelo, mulher do salão fica chocadíssima com a falha grotesca que tenho e pergunta:

- Mas gente, por que o seu cabelo tá cortado desse jeito?

- Tinha um nó, não consegui desatar. Peguei a tesoura e cortei.

sexta-feira, maio 17, 2013

a vida é feita de escolhas

Demorei para digerir. De verdade mesmo, acho que essa sensação não passará.

Rita foi no meu trabalho essa semana. Ignorei e ela saiu chorando.

Claro que, por ela estar grávida, quem é a vilã da história sou eu. Por ter feito uma grávida chorar etc. Ninguém pensa na minha situação, de estar quieta no meu canto. Ninguém enxerga quem invadiu o local de quem. Entendo o pensamento dela naquele dia, queria uma reconciliação que resultasse comigo como madrinha do filho dela. Entendo a via de raciocínio, mas apenas enxergo uma pessoa desprezível que me desrespeitou no nível máximo ao ir no meu local de trabalho, me deixando completamente sem ação. Porque ali eu não podia fazer nada. Fosse na rua, na minha casa, eu poderia dizer uns desaforos, nem isso eu pude. Mas o efeito acabou sendo o mesmo, depois dali ela não deve tornar a me procurar, foi meio que uma sentença final. It's over. Estação final, o desembarque é obrigatório.

Fui checar as filmagens. A entrada. A saída. Durante. E tudo que ela fez (com o marido dela, porque ela não iria sozinha né, não tem coragem).

Ela já sabia que eu trabalhava ali. Não demonstrou surpresa ao me ver. Logo, presumo que ela já tivesse ido lá, me viu e pensou em voltar para me confrontar (com o marido ao lado).

Na filmagem, atendo o marido, consigo perceber no vídeo o choque dela por eu ignorar. Estou impassível no vídeo, embora no ao vivo tenha tremido até o último fio de cabelo. Não transpareço. Ela não. Está completamente atordoada, passa a mão no cabelo, não sabe o que fazer com as mãos e vai embora chorando e sendo amparada por ele.

Penso ser uma pena as coisas terem terminado desse jeito. Dói, não nego. Mas a vida é feita de escolhas, ela escolheu ser conivente com um agressor, eu escolhi cortar todos eles da minha vida.

quinta-feira, maio 09, 2013

piroca

Minha mãe está há dois dias recebendo telefonemas de uma mulher louca da buceta. Xinga o mundo dizendo "sua vagabunda, tá roubando meu maridooooo" etc.

Daí a louca ligou hoje e minha mãe estava dentro de um ônibus. Escutou todos os xingamentos e disse em voz alta:

- Minha querida, quem me dera roubar o marido de alguém, há muito tempo não sei o que é uma piroca.


SILÊNCIO NO ÔNIBUS.


Tive a quem puxar, né?

segunda-feira, maio 06, 2013

o fake

Outro dia rolou um fake no facebook me adicionando. Larisa não sei das quantas, tava na cara que era fake, sem info nenhuma, foto de anime no avatar etc. Neguei o pedido e segui a vida.

Uns dias depois vejo o tal fake nos grupos da faculdade, entro no perfil e há vários amigos em comum também da faculdade. Pensei "caramba, não é fake, deve ser alguém da turma, só não sei quem é".

Daí hoje perguntei pra galera, "quem é aquela Larisa?".


E tipo, ninguém sabia quem era e adicionou no mesmo esquema "ah, deve ser da turma". Aí a Carol disse: "ela é meio maluca, fala diferente e diz que é da Romênia".

rysos.


O que eu acho que é: fake de algum namorado das meninas que tá ali apenas para sondar. E ninguém percebe, só a rodada da internet aqui.

quarta-feira, maio 01, 2013

não

Tenho evitado falar sobre a família porque consequentemente está atrelado ao merda. E é mesmo um assunto muito caro e consumidor de todas as boas energias. Quando percebi que me transformei num poço de negatividade para as pessoas, quando conto e falo sobre a história, parei de falar. E para mim, é ruim. Porque se não externo, fico ainda mais embebida em ódio. Não consigo esquecer a história um só minuto. No trabalho, nas aulas, bebendo com os amigos, estou pensando nisso o tempo inteiro, mas não externo e finjo que está tudo bem para evitar ser uma dementadora.

Tudo isso só para dizer que a Rita me chamou para ser madrinha do filho dela. Não falou diretamente comigo, mas pediu a minha mãe que me convidasse. "Eu queria muito, tia, que ela fosse a madrinha do meu filho, porque considero ela uma irmã".

Minha mãe, que já sabia a minha resposta, falou: "Rita, não vou falar com ela para a criança não ser rejeitada, acho que ela não vai aceitar". Mas acabou me contando do convite.

Durante 26 anos, a Rita, minha prima, foi o mais perto de irmã que eu pude ter. Tínhamos nossas diferenças, mas eu sempre pensei no futuro, que quando a velhice chegasse, ela estaria ao meu lado e vice-versa.  Passamos por dificuldades, problemas de confiança, mas no fim, ela estava lá.

Estava.

Até que veio a agressão.

E ela não apenas tentou defender o merda, como disse a célebre frase.

- A coluna da sua mãe já tinha problemas, né?

Minha mãe tendo que usar colete ortopédico por 6 meses, mas "ah, a coluna dela já era fodida né?".

Jamais esquecerei. Nunca mais pisei na casa dela. Argumentei, mas foi em vão. Ela estava martelando o discurso do perdão e mimimi-a-bíblia-diz. Engraçado que quando ela foi agredida pela ex do marido, ela correu para a delegacia, processou e nem quis saber de perdão.

Mas quem sou eu. Quem é a minha mãe.

Não vou mentir e dizer que sigo a minha vida bem. Ainda me dói ter cortado todos os laços. Dói eles terem agido como se fosse uma briga normal entre irmãos, quando na verdade foi uma agressão que poderia resultar num assassinato se a empregada não se metesse no meio. Dói ver que o merda só foi defendido porque tem dinheiro. Não quiseram se queimar com o Eike da família.


Então, não, Rita. Não vou ser a madrinha do seu fílho. Desejo saúde para o pequeno Daniel, mas não posso ser madrinha de uma criança cuja mãe eu não tenho o menor respeito. Cuja mãe sinto nojo e não desejo ter o menor contato.

sábado, abril 27, 2013

zerei o candy crush

Acabo de zerar o candy crush na 365 e devo isso ao bug das vidas e dos boosters infinitos. Para quem está por fora, ver aqui.

Eles costumam lançar fases novas, mas tentarei com todas as minhas forças não voltar a jogar novamente.

 Hoje posso dizer que estou caminhando para a cura. Esse vício é terrível e a luta é constante. Um dia de cada vez.

Quantas horas perdidas atrás de uma outra vidinha, quantos desconhecidos adicionados no facebook para ganhar mais vidas, quanta humilhação atrás de mais uma jogadinha. O fundo do poço, não desejo a ninguém.
 
 
Até nunca mais. 
TÔ LIMPA.

sexta-feira, abril 26, 2013

quase entregando minha alma ao criador

Se já sou insuportável no normal, imagina operada.

Para tudo uso isso desculpa.


- Patricia, vamos no mercado?

- Não vou, mãe, tô com 30 pontos na cabeça.


- E o cursinho, você vai?

- Não, tô com 30 pontos na cabeça.


Etc.

Mas a verdade é que já estou bem melhor. Na faculdade, quem não sabia da minha operação, me perguntou se eu usava aplique. Meu cabelo tá igual aquela fase cagada da Britney.

- Te entendo, amiga.

sábado, abril 20, 2013

uma semana feliz na vida das minhas inimigas

Pior pós operatório ever. Já tinha operado um cisto, mas né, apenas um e não onze. Estou aqui com a cabeça latejando e nem curtindo meus 10 dias de folga.

Médico joselito me receitou apenas *dipirona* eu ri e pedi ajuda ajuda no twitter, já troquei a medicação toda porque se eu gostasse de dor, descolava uma graninha em clubes sadomasoquismo, o que não é o caso.

Ontem passei três horas debaixo do chuveiro para desembaraçar o meu cabelo. Três nós ENORMES. Sofri para caralho e no fim, um deles eu não consegui desfazer. Fiz o que qualquer pessoas equilibrada faria. Cortei com a tesoura. E no momento estou com uma falha linda do lado direito.

Força na peruca, amiga, cresce tudo depois.


Fizeram um ninho no meu cabelo, um descaso absurdo. Aliás, a área da saúde precisa repensar a postura, é muita falta de sensibilidade com o paciente. "Vamos operar os cistos e cagamos pro cabelo dela, se quiser, vai num salão". Cara, as coisas não funcionaram assim. O cabelo cortado deve ser retirado, e não deixado lá para fazer ninho.

E aquela camisola aparecendo a bunda? Enfermeira entra, deixa a porta aberta e espera que eu deite na maca. Querida, fecha a porta. No centro cirúrgico, médica me bota os fios e deixa meu peito, sem necessidade alguma, descoberto. Dizem que eles estão acostumados a ver. O meu não, querida.

terça-feira, abril 16, 2013

com o pé na cova

Vou finalmente operar essa semana, uma operação bem simples para a retirada de 11 cistos. Comecei a fazer os exames em outubro no ano passado, mas rysos, odeio exames, odeio médico, então, a operação só saiu mesmo em abril. 

Na última consulta o médico vira e diz "Patricia, ou você começa a se mexer ou vou desmarcar tudo e deixar você com seus cistos passando vergonha na praia". Como se eu frequentasse praia, mas enfim. Mesmo médico inclusive que disse na primeira consulta "seus cistos não têm nada de grave, mas se você entrar numa piscina, vão te confundir com um E.T". Adoro médicos?

Fui levar os papéis para a pré internação, a mulher do hospital olhou chocadíssima para o papel:

*RETIRADA DE 11 TUMORES*

Não sei se cisto é a mesma coisa que tumor, mas super sei que os meus são benignos e tal, não me preocupo. Mulher do hospital, ainda abalada, diz "o plano vai pedir um detalhamento maior". Eu respondo:

- Gata, não tem detalhamento. São todos na cabeça.

HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHA A.CARA.DA.MULHER. 

Começou a me tratar super bem, como se eu estivesse de mãos dadas com o criador. Tô quase comprando uma caixa de bombons para levar depois da minha operação, em agradecimento pela ajuda nesse momento tão difícil.

segunda-feira, abril 15, 2013

irrespondivelmente parasita

É muito triste ter ficado para trás em todos os aspectos que um ser humano pode ficar. Não dei certo como namorada, não dei certo como aluna, não dei certo como filha e ultimamente não tenho dado certo nem como amiga, coisa que me vangloriava muito em ser a melhor.

É extremamente difícil entrar numa sala de aula na faculdade ou no curso de inglês, que todos os meus amigos concluíram, e ver que putz, o tempo passou e eu ainda nessa vibe. Sinto como se fosse uma volta ao maternal. Inclusive é um sonho recorrente. Eu voltando para a escola, tendo que passar novamente pela sétima série ou quinta, tanto faz. Sonho muito com isso. Acordo com aquele sentimento de "ainda bem que não é verdade", mas daí me questiono logo depois a diferença que é ter aulas numa coisa em que toda a minha classe já conseguiu passar.

Não é o fim do mundo. E por fazer o curso à noite, há várias pessoas mais velhas, não rola aquele bando de adolescente. De qualquer forma é um retrocesso.

Veja bem. Não me comparo a essas pessoas dos noticiários. Idoso, aos 87 anos, passa no vestibular. Ou. Catadora de lixo acha livros nos entulhos, decide estudar e passa pra pedagogia. Etc. Acho que é super uma vitória. Para eles. Somente para eles. Gente que teve filho aos 16 anos, parou de estudar e depois volta e consegue, com muito esforço, concluir uma faculdade. É super louvável. Para quem teve dificuldades, é super louvável.

Então, digo e repito. Não há o que comemorar aqui. Eu voltando, tentando pela terceira vez. Qual a dificuldade que eu tive? Depressão? Conheço uma menina que teve e conseguiu. Por que eu não consegui? Não uso desculpas. Por isso me recusei a tentar entrar em Azkaban de novo. Chorar na frente dos diretores, dando mil desculpas? Jamais. Porque nem eu acredito nas desculpas inventadas. Se sou da direção, soltaria um bitch, please.

Não lamento o que passou, só não comemoro algo que não deve ser comemorado.

domingo, abril 14, 2013

tô sambando procês

Vocês ainda na fase 135 do candy crush
  

 Eu depois de passar da fase 135
 

quinta-feira, abril 11, 2013

perdidam

Essa semana quase não teve aula direito, trotes e tal. Fugi de todos. Não tenho mais idade, desculpa.

Inclusive, quando passei pra filosofia, estava super na pilha de trote, 19/20 anos. Cheguei lá e os paus no cu dos veteranos da filosofia disseram que o trote feria a liberdade individual das pessoazzzzzzzzzzzzz. E daí não teve nada. Nem eleição para o centro acadêmico tinha, pois a eleição era um ultrajezzzzzzzz e as pessoas não deveriam ser governadas por uma minoria e zzzzzzz. Serguei devia ser cultuado ali dentro com nego trepando com árvore. Meu deus, como aguentei tanto tempo? Jamais saberemos.

Enfim.

Uma das poucas aulas que tive essa semana foi de latim. E há várias turmas da mesma matéria.  Só.que.eu.não.sabia.rysos. E daí fui parar na turma de grego e latim. Não entendi uma palavra? Desesperei e estava quase fugindo daquelas pessoas quando percebi que era a turma errada. Achei meio inconveniente sair no meio da aula e continuei ali fingindo que eu estava entendo tudo.

segunda-feira, abril 08, 2013

licenciatura jamais

Acho que as pessoas estão um pouco surtadas aqui. Não tiro o anônimo por dois motivos: gente que usa os comentários para desabafar (respeito muito) e por ser engraçado ver o festival de replies, parece aquela comunidade do orkut Sou esquizofrênico e eu também. Saudades. Só fico puta quando xingam uns aos outros, acho desnecessário. Daí eu ia tirar o anônimo porque ofenderam uma pessoa que está no IFCS há 12 anos, mas ela foi se defender dizendo "queridinho, fiz mestrado e hoje faço doutorado, bjs". HAHAHAHAHAHAHAH

Ai gente, sério. Vocês são o meu orgulho.

Mas o post nem era sobre isso. Era sobre as pessoas que escreveram "que absurdo, vai passar fome com letras", "porra, letras?". Gente, pelo amor de deus, quando foi que eu disse que pretendia seguir essa carreira? E nada contra quem segue, mas né. Não é pra mim entrar numa sala de aula na 7° série e debater sobre Lucíola com os aluninhos. Apenas quero o diploma. 

Se eu vou desistir no meio do caminho, como fiz com filosofia e história, sinceramente, não sei. Enquanto isso, estamos aí na atividade.

P.s: Seria a piranha do post anterior uma leitora deste blog? Ela faltou na última aula e me deixou arrasada. Estaria ela montando uma ong das avulsas que julgam gordas com a galera que se revoltou com a crítica? Preocupadíssima apenas.